PLANTAS DE SAÚDE
Sua Majestade a URTIGA
por: Marc
Schweizer
(Tradução livre)
“… não há ervas más nem homens maus … há apenas maus cultivadores” (Victor Hugo “Os
Miseráveis)
Um tesouro injustamente desprezado
Planta
vulgar dos nossos campos e jardins, a urtiga é uma das plantas medicinais mais
ricas e mais eficazes dos nossos climas temperados, mas a maioria dos nossos
contemporâneos ignora-o.
Conhecida
dos Gauleses e dos Romanos, ela figura na maior parte das farmacopeias
ancestrais. As suas virtudes medicinais e as suas qualidades alimentares foram
fortemente apreciadas pelos nossos antepassados.
No
sec. XII, quando o rei de Inglaterra Guilherme
Roux pediu aos médicos da Universidade de Salerne para prescreverem um
regime higiénico de vida para o seu filho, eles redigiram a famosa obra
intitulada A Escola de Salerna, na
qual, a urtiga, o alho, o tomilho e outros “simples”, figuravam em lugar de
destaque.
Paracelso,
o célebre médico da Renascença reservou à urtiga um lugar de destaque nas suas
preparações enquanto que Albert Durer (1471-1528) a pintou num célebre quadro,
na mão de um anjo voando em direcção ao trono de Deus.
Depois
de mais de um século de desprezo, a medicina oficial reabilitou-a tendo hoje reconhecido
as suas qualidades de fortificante, reguladora do sangue e estimuladora das
funções digestivas.
Uma
planta dominante
A
urtiga vulgar reproduz-se facilmente e prospera em todos os terrenos. Pode
atingir um metro de altura. As suas folhas são oponentes e, como a sua haste,
eriçadas de pêlos urticantes.
Considerada
pelos lavradores e jardineiros modernos como uma erva daninha, a urtiga é
cegada, arrancada, pisada, mal tratada, queimada, combatida com pesticidas,
envenenada sem dó nem piedade.
Esta
grande senhora não merece pois este tratamento por parte dos humanos – com efeito,
ela constitui, não apenas um alimento de destaque, rica em enzimas,
oligoelementos e preciosas vitaminas, mas também ela é um dos mais eficazes
remédios contra muitas doenças, muitas delas graves.
A urtiga prolifera em locais deixados ao
abandono. Como é uma planta dominante e tenaz, ela reaparece inesperadamente
com frequência nos mais bem tratados jardins.
Má
reputação
A
urtiga vulgar deve a sua má reputação aos pêlos urticantes que guarnecem a
parte de baixo das suas folhas e da sua haste, segregando um líquido acre,
contendo ácido fórmico e enzimas análogas às de certos venenos de serpente. O
seu contacto provoca uma coceira dolorosa e prolongada. Mas é esse líquido
irritante que representa um dos elementos essenciais da planta.
Colheita
Para
colher as urtigas com as mãos, sem dor, é mais aconchegante fazê-lo com luvas.
Mas um herborizador hábil, segurará firmemente a haste entre os dedos polegar e
índex, sem deixar o resto da mão contactar com a planta.
A
planta inteira consome-se em todas as estações, mas as propriedades activas da
urtiga são mais activas na Primavera, ao nascer do Sol, ou, quando desabrocha
depois de ter sido colhida. Diz-se que as suas raízes são mais ricas no início
da Primavera ou no fim do Outono.
Se a
urtiga selvagem, anfitriã frequente mas não desejada dos nossos jardins e dos
nossos campos se tornou um pesadelo do jardineiro e do cultivador, nem sempre
foi assim. E os nossos antepassados reconheciam nela uma das plantas mais úteis
à saúde dos humanos e dos animais.
Animais
Seca,
a urtiga constitui uma excelente forragem e muitos cultivadores ecobiológicos
deixam-na proliferar nas suas hortas.
Outrora,
os nossos antepassados cortavam as urtigas importunas e davam-nas a comer às
aves de capoeira, aos patos, aos porcos que os protegiam de parasitas e de
doenças.
Os
tratadores de gado que conheciam as suas propriedades, misturavam as urtigas na
aveia, o que tornava os cavalos mais fogosos e dava-lhes um pêlo mais
brilhante. Misturadas na ração das galinhas, elas activam naturalmente a
postura dos ovos (Mulot).
Horticultura
“O
meu vizinho utiliza igualmente as urtigas para eliminar os insectos
prejudiciais e as pragas da sua horta. Coloca grandes quantidades de urtigas
num recipiente contendo 300 litros de água – podemos evidentemente utilizar pequenas
quantidades de urtigas – onde as deixa macerar durante um longo período de tempo.
Com este líquido à base de urtigas, ele rega a seguir as outras plantas,
impedindo assim os insectos prejudiciais de intervir, sem utilizar produtos
químicos. Os vermes já não entram nas cenouras” (Maria Treben).
Cozinha
As
urtigas foram degustadas desde os tempos mais remotos, quer como legumes (a
mesma preparação que para os espinafres) quer em sopas. Trituradas tornam-se
numa sopa deliciosa e refinada (juntar uma ou duas batatas), cozer 10 minutos,
mexer, juntar leite ou creme fresco antes de servir. A “sopa de urtigas” das
nossas avós era um verdadeiro regalo. Secas ou cozidas, as urtigas deixam de
ser irritantes. Pelo contrário,
diz-nos Mésségué (*), elas tornam-se macias como veludo sobre a
língua …
Em
certas regiões de França, comem-se os jovens rebentos da urtiga branca (elas
não picam) quer em caldo quer em vinagrete ou mesmo cruas como no sec. XVIII.
As
urtigas são com efeito plantas muito nutritivas, ricas em ferro (indispensável
à reconstituição dos glóbulos vermelhos, e para a boa oxigenação dos tecidos),
magnésio, etc. A urtiga tem vantagem sobre os espinafres por não ser muito
ácida, e por isso favorável aos reumáticos, aos gotosos e aos artríticos. Além
do mais, contém secretina, excelente estimulante hormonal das glândulas
digestivas do estômago, do intestino, do fígado, do pâncreas e da vesícula
biliar.
Afrodisíaca
As
virtudes afrodisíacas da urtiga são conhecidas desde a antiguidade. O poeta
latino Pétrone preconizava, para desbloquear a virilidade deficiente dos
homens, chicotear com um buquê de urtigas “abaixo
do umbigo, sobre a região dos rins e nalgas”. Mésségué corrobora esta
qualidade estimulante da planta, contando-nos a cura de um dos seus velhos
amigos gascões que, “incorrigível
mulherengo, para se dar de alma e coração à tarefa, rolava periodicamente num
campo de urtigas …”.
Virtudes medicinais
A
urtiga tem efeitos terapêuticos da raiz à haste, das folhas às flores. A
sabedoria popular dos nossos antepassados, preconizava a urticação, isto é, a
flagelação com urtigas, como revulsiva. Prescrevia-se contra as febres
(tifóide), os reumatismos, as crises de apoplexia e a ausência das regras nas
mulheres.
Enquanto
planta medicinal, a urtiga é verdadeiramente prodigiosa. Diurética – ela é
eficaz contra os reumatismos, a gota, os cálculos urinários, a incontinência
urinária – e igualmente contra a retenção de urina. Ela é anti-diarreica: utiliza-se
nomeadamente contra a cólera.
Ela
pára o sangramento do nariz, expectoração de sangue, as hemorragias de toda a
espécie, assim como os corrimentos desagradáveis das rinites e das vias
respiratórias.
Ela é
reconstituinte, faz voltar o leite às mamãs que têm falta dele, regulariza as
regras ou faz reaparecê-las se forem interrompidas anormalmente; ela é
depurativa e combate a acne e as borbulhas da febre; ela é vermífuga e
revulsiva.
Em
medicina popular, a tisana de urtiga é aconselhada contra os problemas do
fígado e do baço, cãimbras e úlceras do estômago e intestinos ou doenças
pulmonares.
Em
uso externo, ela dá os melhores resultados contra os reumatismos – dos homens e
dos animais. “É com a urtiga, a couve e a caledónia que eu curo os meus velhos
cães”, reconhece Mésségué. Em gargarejos, ela faz bem às infecções da boca, às
aftas, às gengivites e às anginas.
Em
loções e em compressas, é um erva de beleza: limpa a pele, faz desaparecer a
acne e o eczema, e combate a queda do cabelo.
Colheita
Mésségué
recomenda: “Não cortem todas as urtigas
que crescem na vossa horta; sobretudo não apliquem herbicidas o que é
iminentemente perigoso para todas as outras plantas … pela vossa saúde. Longe
de serem “ervas daninhas”, as urtigas ajudam pelo contrário o crescimento das
espécies frágeis, nomeadamente as espécies medicinais que plantamos ao seu
lado; uma leira de urtigas fornecer-nos-á sopas, deliciosos pratos,
medicamentos contra numerosos problemas, e … reforçará o conteúdo dos
princípios activos das outras ervas aromáticas ou medicinais. Recolha as
folhas, as extremidades de floração das hastes e as raízes, em todas as
estações do ano, segundo as suas necessidades; utilizai-as apenas frescas”.
Loção
especial
Contra
os reumatismos: pique três punhados de folhas de urtigas, dois de folhas e
flores de quelidónia e duas belas folhas de couve; faça-as macerar durante
48nhoras em dois litros de água da chuva; filtre – para aplicações locais. Suco
fresco de urtiga: tome um grande copo por dia ou utilize-o para aplicações
externas, em compressas, loções, etc.
Decocção
de raízes (ferver 10 a 15 minutos, coar) – diurético, depurativo e
reconstituinte: deitar um punhado de raízes frescas e cuidadosamente limpas num
litro de água – 3 taças por dia.
A urtiga
branca ou lâmio branco (Lamium álbum)
Família
das Labiácias. O seu suco é prescrito contra as metrorragias (hemorragia de
origem uterina que surge fora das regras normais), a leucorreia (perdas
brancas) e geralmente contra todos os problemas do baixo-ventre e da
menstruação. A tisana e a infusão de flores da urtiga-branca têm uma acção
depurativa e combatem as insónias nervosas. Em banho de assento (plantas inteiras)
é geralmente um remédio eficaz contra as diferentes doenças femininas.
São
eficazes (tisanas) contra os eczemas e doenças dos rins (cálculos renais e
urinários).
Urtigas
Medicinais:
Urtica
Dioica ou Urtica Major – urtiga comum ou grande urtiga
Urtica
Urens ou Urtica Menor – pequena urtiga, urtiga que queima ou urtiga que
pica.
Lamium Album – Urtiga branca
Virtudes
da Urtiga – propriedades da urtiga vulgar
Antidiarreica,
depurativa, diurética, emenagoga (estimula o fluxo sanguíneo na área da pélvis
e útero, fomentando a menstruação), hemostática, revulsiva, vasodilatadora,
vermífuga, virulicida. É aconselhada contra a gota, os cálculos urinários, a
retenção de urina.
No
quarto mundo, utiliza-se com sucesso contra as diarreias da cólera.
Ela
pára os sangramentos do nariz, expectoração sanguinolenta, as hemorragias de
toda a espécie.
Soberana
contra as rinites, perturbações das vias respiratórias.
É
reconstituinte, faz voltar o leite às mulheres que têm falta dele, regulariza
ou faz reaparecer as regras nos casos em que desaparecem anormalmente.
Depurativa
(uma cura de urtigas na Primavera é a melhor coisa), ele é vermífuga e
revulsiva.
A
tisana de urtiga permite fazer baixar a taxa de glicemia, ajuda os doentes que
sofrem de diabetes.
As
suas propriedades virulicidas e antibacterianas são soberanas nas doenças
infecciosas.
Em
caso de hidropisia (acumulação anormal de fluidos), as propriedades diuréticas
da urtigaajudam eficazmente. As sua substâncias hemostáticas (detém
hemorragias) são de grande ajuda em caso de palidez, anemia e outras graves
doenças do sangue.
Em
associação com outras plantas medicinais, utiliza-se igualmente com sucesso a
urtiga contra a leucemia.
Ela
supre a carência do organismo em ferro.
Diz-se
que a urtiga é soberana contra a anemia, as dores de cabeça, as alergias
(nomeadamente a febre dos fenos), a ciática, o lumbago, as nevrites.
Para
travar a queda do cabelo: decocção de folhas, hastes e raízes de urtigas,
tintura de urtiga.
Hipoglicémiantes (folhas): diabetes
Diuréticas (folhas): gota, cura da diurese
Afrodisíacas (sementes): estimulante
sexual
Antinurésicas:
“xixi na cama”
Receitas
Seja
qual for a sua proveniência, as cãibras indicam problemas de circulação
sanguínea.
Em
caso de ciática, de lumbago e de nevrites nos braços e nas pernas, esfrega-se
ligeiramente as partes dolorosas com urtiga fresca. Por exemplo, em caso de
ciática, massaja-se muito lentamente com a planta fresca, começando pelo
tornozelo, pelo lado externo da perna, até à anca e daí sobre o lado externo da
perna até ao calcanhar. Repete-se duas vezes o processo e para concluir,
esfrega-se a anca, descendo para a bacia. Procede-se da mesma maneira para as
outras regiões doentes. Cobrir de seguida com pó as zonas friccionadas.
Sopa de Urtiga
Cozer 100 gramas de cabeças de urtigas
frescas lavadas, num litro de água com sal marinho natural com 3 batatas
médias, durante 10 minutos. Passar na varinha mágica até que o líquido esteja
perfeitamente homogéneo, sem traços de fibra. No momento de servir, juntar um
pouco de leite ou creme fresco.
Sopa de Urtiga macrobiótica: cozer num litro de água, durante 15 minutos, um punhado
de urtigas frescas e lavadas, juntamente com 3 colheres de sopa de flocos de
aveia e com umas gotas de molho de soja (shoyu ou tamari).
Legumes – para 4 pessoas
Escaldar (4 a 5 minutos) 400 g de folhas
jovens lavadas, em 2 litros de água com sal marinho. Escorrer e guardar a água
da cozedura. Servir as urtigas quentes como os espinafres, com um pouco de
pimenta e de noz moscada. Juntar uma colher de creme fresco.
A
água da cozedura das urtigas é um excelente sumo natural. Bebe-se quente ou
frio.
Sumo
de Urtiga fresco
Triturar
um saco de urtigas frescas e filtrar o sumo que se bebe fresco. A massa
triturada pode servir de emplastro ou de cataplasma a aplicar sobre o couro
cabeludo para as pessoas que sofrem de alopécia (redução de cabelos ou pêlos),
de psoríase, de caspa, de eczema.
Banho
de Urtigas frescas
Deitar
200 g de plantas frescas na água do banho a 50 graus. Deixar arrefecer até que
a temperatura seja suportável. Não retirar as plantas da água (elas já não
picam mais !
Banhos
de pés e de mãos
Deitar
100 g de plantas frescas em 3 litros de água a ferver. A água e as plantas
podem ser reutilizadas 3 vezes.
Cataplasmas
Aplicar
a massa triturada das urtigas frescas na parte lesada.
Conselhos
de utilização
Quanto
mais frescas forem as urtigas utilizadas, quanto maior o sucesso terapêutico. As
urtigas da Primavera (mês de Maio) têm a reputação de serem as melhores. São
também as urtigas aconselhadas a colher para secar para o Inverno.
A
cura de Urtigas de Maria Treben (célebre
ervanária austríaca)
Maria Treben escreveu: “Habituei-me a fazer uma cura de urtigas de
4 semanas, na Primavera com os jovens rebentos e no Outono depois da renovação,
quando os jovens rebentos aparecem por todo o lado.
Bebo
uma taça de manhã em jejum, meia hora antes do pequeno-almoço e uma ou duas
taças repartidas ao longo do dia, aos goles.
Para
aumentar a eficácia, seria bom beber igualmente a tisana antes do pequeno-almoço
aos goles. Depois de uma tal cura, sinto-me extremamente bem e fico com a
impressão que posso ter uma actividade 3 vezes superior à que habitualmente
tenho.
Eu e a minha família não temos necessidade
de medicamentos há vários anos, e sinto-me leve e jovem. A tisana não tem mau
gosto. Bebe-se sem açúcar. Mas as pessoas mais delicadas podem misturar um
pouco de camomila ou de menta para melhorar o gosto”.
Preparações
Infusão:
escaldar uma colher de café em ¼ de litro de água, deixar infundir pouco tempo.
Tintura de urtiga: lavar as raízes desterradas na Primavera ou no Outono e limpá-las,
cortá-las miúdo e colocá-las numa garrafa até ao gargalo. Cobrir de aguardente
de 38 ou 40 graus e deixar repousar durante 14 dias num local quente.
Banhos de pés: fazer macerar em 5 litros de água durante a noite dois
grandes punhados de raízes bem lavadas e escovadas assim como de urtigas
frescas (hastes e folhas) e levá-las à ebulição no dia seguinte. Fazer um banho
de pés tão quente quanto possa aguentar, durante 20 minutos. As urtigas
permanecem na água durante o banho de pés. Esta água pode ser reutilizada,
depois de reaquecida, duas a três vezes.
Lavagem da cabeça: aquecer lentamente, em lume brando, 4 a 5 vezes o
conteúdo de dois bons punhados de urtigas frescas ou secas, num recipiente de 5
litros de água fria. Deixar em infusão durante 5 minutos. Se utilizarmos as
raízes, devemos macerar um bom punhado em água fria durante a noite, aquecem-se
no dia seguinte até à ebulição e de seguida deixa-se em infusão durante 10 minutos.
Lavar a cabeça com sabão de Marselha.
MARIA
ANTONIETA MULOT (ervanária francesa)
Virtudes
da urtiga
A colheita das folhas faz-se no Verão. As
raízes e as sementes também são utilizadas.
Composição
A planta contém uma substância histamínica
que favorece a dilatação dos capilares com aumento da permeabilidade local
(picada da urtiga), ela contrai os brônquios e o intestino e aumenta as
secreções gástricas, salivares e da medula supra-renal, de potássio, de sílica,
de tanino, de vitaminas A e C. Os pêlos urticantes da urtiga contêm ácido
fórmico que tanto irrita a pele.
A escola de Salerna prescrevia a urtiga e
hoje em dia, depois de um século de desprezo, a medicina oficial reconhece de
novo os seus benefícios. Ela é considerada como um fortificante geral, como um
depurativo regenerador do sangue ou estimulante das funções digestivas.
É
também um complemento precioso contra as diabetes e igualmente contra a
hidropsia e os reumatismos, dado que facilita a secreção urinária. É também
utilizada com sucesso no caso da diarreia, da enterite e das hemorragias. Em
caso de hemorragia interna, uterina, de hemorróidas, o dr. Leclerc recomenda o
xarope de urtigas – em cima de 250 g de folhas frescas, verter ½ litro de água
a ferver. Deixar em infusão durante 12 horas, filtrar e juntar 500 g de açúcar.
Tomar 4 a 5 colheres de sopa por dia, entre as refeições.
Contra
a impotência, Galien aconselhava uma colher de café de sementes reduzidas a pó,
misturadas com mel ou doce. São um bom remédio para o “xixi na cama” – 15 g de sementes
de urtiga piladas e 50 g de farinha de centeio; preparar uma pasta, juntando água
quente adocicada; fazer 6 pequenos pães, cozê-los no forno; a criança deve comê-los
à noite durante 15 dias seguidos.
O suco
de folhas jovens introduzido no nariz pára a hemorragia nasal.
Cabelos
Para tonificar o couro cabeludo, impedir a
queda do cabelo, fazer desaparecer a caspa, podemos fazer loções diárias com: 100
g de raízes de urtiga para 1 litro de água – cozer durante 15 minutos. Filtrar.
Ou ainda macerar em 1 litro de álcool a 45 graus durante 15 dias, 60 g de raízes
de urtiga, 50 g de manjerona, filtrar – loção diária para o couro cabeludo.
Também
se pode triturar folhas de urtiga e esfregar o couro cabeludo com o suco obtido,
10 minutos antes de lavar a cabeça.
(*) Maurice Mességué (nascido a 14 de Dezembro de 1921 em Colayrac-Saint-Cirq em Lot-et-Garonne) é um apaixonado por
herborização e escritor francês. Contribuiu para a divulgação da utilização das
plantas medicinais junto do grande público nos anos 70 através de numerosas
obras e de uma linha de produtos com o seu nome.
Afirma
ter tratado várias pessoas importantes a nível mundial: Mistinguett, Édouard Herriot, Winston Churchill, Maurice Utrillo, Jean Cocteau et le chancelier allemand Konrad Adenauer. Raymond Poulidor afirmou que lhe deve a sua segunda carreira a partrir de
1971.