domingo, 4 de maio de 2014

Sua Majestade a URTIGA


















PLANTAS DE SAÚDE
Sua Majestade a URTIGA
por: Marc Schweizer
(Tradução livre)
“… não há ervas más nem homens maus … há apenas maus cultivadores”  (Victor Hugo “Os Miseráveis)

Um tesouro injustamente desprezado

Planta vulgar dos nossos campos e jardins, a urtiga é uma das plantas medicinais mais ricas e mais eficazes dos nossos climas temperados, mas a maioria dos nossos contemporâneos ignora-o.
Conhecida dos Gauleses e dos Romanos, ela figura na maior parte das farmacopeias ancestrais. As suas virtudes medicinais e as suas qualidades alimentares foram fortemente apreciadas pelos nossos antepassados.
No sec. XII, quando o rei de Inglaterra Guilherme Roux pediu aos médicos da Universidade de Salerne para prescreverem um regime higiénico de vida para o seu filho, eles redigiram a famosa obra intitulada A Escola de Salerna, na qual, a urtiga, o alho, o tomilho e outros “simples”, figuravam em lugar de destaque.
Paracelso, o célebre médico da Renascença reservou à urtiga um lugar de destaque nas suas preparações enquanto que Albert Durer (1471-1528) a pintou num célebre quadro, na mão de um anjo voando em direcção ao trono de Deus.
Depois de mais de um século de desprezo, a medicina oficial reabilitou-a tendo hoje reconhecido as suas qualidades de fortificante, reguladora do sangue e estimuladora das funções digestivas.

Uma planta dominante
A urtiga vulgar reproduz-se facilmente e prospera em todos os terrenos. Pode atingir um metro de altura. As suas folhas são oponentes e, como a sua haste, eriçadas de pêlos urticantes.
Considerada pelos lavradores e jardineiros modernos como uma erva daninha, a urtiga é cegada, arrancada, pisada, mal tratada, queimada, combatida com pesticidas, envenenada sem dó nem piedade.
Esta grande senhora não merece pois este tratamento por parte dos humanos – com efeito, ela constitui, não apenas um alimento de destaque, rica em enzimas, oligoelementos e preciosas vitaminas, mas também ela é um dos mais eficazes remédios contra muitas doenças, muitas delas graves.
 A urtiga prolifera em locais deixados ao abandono. Como é uma planta dominante e tenaz, ela reaparece inesperadamente com frequência nos mais bem tratados jardins.

Má reputação
A urtiga vulgar deve a sua má reputação aos pêlos urticantes que guarnecem a parte de baixo das suas folhas e da sua haste, segregando um líquido acre, contendo ácido fórmico e enzimas análogas às de certos venenos de serpente. O seu contacto provoca uma coceira dolorosa e prolongada. Mas é esse líquido irritante que representa um dos elementos essenciais da planta.




Colheita
Para colher as urtigas com as mãos, sem dor, é mais aconchegante fazê-lo com luvas. Mas um herborizador hábil, segurará firmemente a haste entre os dedos polegar e índex, sem deixar o resto da mão contactar com a planta.
A planta inteira consome-se em todas as estações, mas as propriedades activas da urtiga são mais activas na Primavera, ao nascer do Sol, ou, quando desabrocha depois de ter sido colhida. Diz-se que as suas raízes são mais ricas no início da Primavera ou no fim do Outono.
Se a urtiga selvagem, anfitriã frequente mas não desejada dos nossos jardins e dos nossos campos se tornou um pesadelo do jardineiro e do cultivador, nem sempre foi assim. E os nossos antepassados reconheciam nela uma das plantas mais úteis à saúde dos humanos e dos animais.

Animais
Seca, a urtiga constitui uma excelente forragem e muitos cultivadores ecobiológicos deixam-na proliferar nas suas hortas.
Outrora, os nossos antepassados cortavam as urtigas importunas e davam-nas a comer às aves de capoeira, aos patos, aos porcos que os protegiam de parasitas e de doenças.
Os tratadores de gado que conheciam as suas propriedades, misturavam as urtigas na aveia, o que tornava os cavalos mais fogosos e dava-lhes um pêlo mais brilhante. Misturadas na ração das galinhas, elas activam naturalmente a postura dos ovos (Mulot).

Horticultura
“O meu vizinho utiliza igualmente as urtigas para eliminar os insectos prejudiciais e as pragas da sua horta. Coloca grandes quantidades de urtigas num recipiente contendo 300 litros de água – podemos evidentemente utilizar pequenas quantidades de urtigas – onde as deixa macerar durante um longo período de tempo. Com este líquido à base de urtigas, ele rega a seguir as outras plantas, impedindo assim os insectos prejudiciais de intervir, sem utilizar produtos químicos. Os vermes já não entram nas cenouras” (Maria Treben).

Cozinha
As urtigas foram degustadas desde os tempos mais remotos, quer como legumes (a mesma preparação que para os espinafres) quer em sopas. Trituradas tornam-se numa sopa deliciosa e refinada (juntar uma ou duas batatas), cozer 10 minutos, mexer, juntar leite ou creme fresco antes de servir. A “sopa de urtigas” das nossas avós era um verdadeiro regalo. Secas ou cozidas, as urtigas deixam de ser irritantes. Pelo contrário, diz-nos Mésségué (*), elas tornam-se macias como veludo sobre a língua …
Em certas regiões de França, comem-se os jovens rebentos da urtiga branca (elas não picam) quer em caldo quer em vinagrete ou mesmo cruas como no sec. XVIII.
As urtigas são com efeito plantas muito nutritivas, ricas em ferro (indispensável à reconstituição dos glóbulos vermelhos, e para a boa oxigenação dos tecidos), magnésio, etc. A urtiga tem vantagem sobre os espinafres por não ser muito ácida, e por isso favorável aos reumáticos, aos gotosos e aos artríticos. Além do mais, contém secretina, excelente estimulante hormonal das glândulas digestivas do estômago, do intestino, do fígado, do pâncreas e da vesícula biliar.

Afrodisíaca
As virtudes afrodisíacas da urtiga são conhecidas desde a antiguidade. O poeta latino Pétrone preconizava, para desbloquear a virilidade deficiente dos homens, chicotear com um buquê de urtigas “abaixo do umbigo, sobre a região dos rins e nalgas”. Mésségué corrobora esta qualidade estimulante da planta, contando-nos a cura de um dos seus velhos amigos gascões que, “incorrigível mulherengo, para se dar de alma e coração à tarefa, rolava periodicamente num campo de urtigas …”.

Virtudes medicinais
A urtiga tem efeitos terapêuticos da raiz à haste, das folhas às flores. A sabedoria popular dos nossos antepassados, preconizava a urticação, isto é, a flagelação com urtigas, como revulsiva. Prescrevia-se contra as febres (tifóide), os reumatismos, as crises de apoplexia e a ausência das regras nas mulheres.
Enquanto planta medicinal, a urtiga é verdadeiramente prodigiosa. Diurética – ela é eficaz contra os reumatismos, a gota, os cálculos urinários, a incontinência urinária – e igualmente contra a retenção de urina. Ela é anti-diarreica: utiliza-se nomeadamente contra a cólera.
Ela pára o sangramento do nariz, expectoração de sangue, as hemorragias de toda a espécie, assim como os corrimentos desagradáveis das rinites e das vias respiratórias.
Ela é reconstituinte, faz voltar o leite às mamãs que têm falta dele, regulariza as regras ou faz reaparecê-las se forem interrompidas anormalmente; ela é depurativa e combate a acne e as borbulhas da febre; ela é vermífuga e revulsiva.
Em medicina popular, a tisana de urtiga é aconselhada contra os problemas do fígado e do baço, cãimbras e úlceras do estômago e intestinos ou doenças pulmonares.
Em uso externo, ela dá os melhores resultados contra os reumatismos – dos homens e dos animais. “É com a urtiga, a couve e a caledónia que eu curo os meus velhos cães”, reconhece Mésségué. Em gargarejos, ela faz bem às infecções da boca, às aftas, às gengivites e às anginas.
Em loções e em compressas, é um erva de beleza: limpa a pele, faz desaparecer a acne e o eczema, e combate a queda do cabelo.

Colheita
Mésségué recomenda: “Não cortem todas as urtigas que crescem na vossa horta; sobretudo não apliquem herbicidas o que é iminentemente perigoso para todas as outras plantas … pela vossa saúde. Longe de serem “ervas daninhas”, as urtigas ajudam pelo contrário o crescimento das espécies frágeis, nomeadamente as espécies medicinais que plantamos ao seu lado; uma leira de urtigas fornecer-nos-á sopas, deliciosos pratos, medicamentos contra numerosos problemas, e … reforçará o conteúdo dos princípios activos das outras ervas aromáticas ou medicinais. Recolha as folhas, as extremidades de floração das hastes e as raízes, em todas as estações do ano, segundo as suas necessidades; utilizai-as apenas frescas”.

Loção especial
Contra os reumatismos: pique três punhados de folhas de urtigas, dois de folhas e flores de quelidónia e duas belas folhas de couve; faça-as macerar durante 48nhoras em dois litros de água da chuva; filtre – para aplicações locais. Suco fresco de urtiga: tome um grande copo por dia ou utilize-o para aplicações externas, em compressas, loções, etc.
Decocção de raízes (ferver 10 a 15 minutos, coar) – diurético, depurativo e reconstituinte: deitar um punhado de raízes frescas e cuidadosamente limpas num litro de água – 3 taças por dia.

A urtiga branca ou lâmio branco (Lamium álbum)
Família das Labiácias. O seu suco é prescrito contra as metrorragias (hemorragia de origem uterina que surge fora das regras normais), a leucorreia (perdas brancas) e geralmente contra todos os problemas do baixo-ventre e da menstruação. A tisana e a infusão de flores da urtiga-branca têm uma acção depurativa e combatem as insónias nervosas. Em banho de assento (plantas inteiras) é geralmente um remédio eficaz contra as diferentes doenças femininas.
São eficazes (tisanas) contra os eczemas e doenças dos rins (cálculos renais e urinários).
Urtigas Medicinais:
Urtica Dioica ou Urtica Major – urtiga comum ou grande urtiga
Urtica Urens ou Urtica Menor – pequena urtiga, urtiga que queima ou urtiga que pica.
Lamium Album – Urtiga branca

Virtudes da Urtiga – propriedades da urtiga vulgar
Antidiarreica, depurativa, diurética, emenagoga (estimula o fluxo sanguíneo na área da pélvis e útero, fomentando a menstruação), hemostática, revulsiva, vasodilatadora, vermífuga, virulicida. É aconselhada contra a gota, os cálculos urinários, a retenção de urina.
No quarto mundo, utiliza-se com sucesso contra as diarreias da cólera.
Ela pára os sangramentos do nariz, expectoração sanguinolenta, as hemorragias de toda a espécie.
Soberana contra as rinites, perturbações das vias respiratórias.
É reconstituinte, faz voltar o leite às mulheres que têm falta dele, regulariza ou faz reaparecer as regras nos casos em que desaparecem anormalmente.
Depurativa (uma cura de urtigas na Primavera é a melhor coisa), ele é vermífuga e revulsiva.
A tisana de urtiga permite fazer baixar a taxa de glicemia, ajuda os doentes que sofrem de diabetes.
As suas propriedades virulicidas e antibacterianas são soberanas nas doenças infecciosas.
Em caso de hidropisia (acumulação anormal de fluidos), as propriedades diuréticas da urtigaajudam eficazmente. As sua substâncias hemostáticas (detém hemorragias) são de grande ajuda em caso de palidez, anemia e outras graves doenças do sangue.
Em associação com outras plantas medicinais, utiliza-se igualmente com sucesso a urtiga contra a leucemia.
Ela supre a carência do organismo em ferro.
Diz-se que a urtiga é soberana contra a anemia, as dores de cabeça, as alergias (nomeadamente a febre dos fenos), a ciática, o lumbago, as nevrites.
Para travar a queda do cabelo: decocção de folhas, hastes e raízes de urtigas, tintura de urtiga.
Hipoglicémiantes (folhas): diabetes
Diuréticas (folhas): gota, cura da diurese
Afrodisíacas (sementes): estimulante sexual
Antinurésicas: “xixi na cama”

Receitas
Seja qual for a sua proveniência, as cãibras indicam problemas de circulação sanguínea.
Em caso de ciática, de lumbago e de nevrites nos braços e nas pernas, esfrega-se ligeiramente as partes dolorosas com urtiga fresca. Por exemplo, em caso de ciática, massaja-se muito lentamente com a planta fresca, começando pelo tornozelo, pelo lado externo da perna, até à anca e daí sobre o lado externo da perna até ao calcanhar. Repete-se duas vezes o processo e para concluir, esfrega-se a anca, descendo para a bacia. Procede-se da mesma maneira para as outras regiões doentes. Cobrir de seguida com pó as zonas friccionadas.
Sopa de Urtiga
Cozer 100 gramas de cabeças de urtigas frescas lavadas, num litro de água com sal marinho natural com 3 batatas médias, durante 10 minutos. Passar na varinha mágica até que o líquido esteja perfeitamente homogéneo, sem traços de fibra. No momento de servir, juntar um pouco de leite ou creme fresco.
Sopa de Urtiga macrobiótica: cozer num litro de água, durante 15 minutos, um punhado de urtigas frescas e lavadas, juntamente com 3 colheres de sopa de flocos de aveia e com umas gotas de molho de soja (shoyu ou tamari).
Legumes – para 4 pessoas
Escaldar (4 a 5 minutos) 400 g de folhas jovens lavadas, em 2 litros de água com sal marinho. Escorrer e guardar a água da cozedura. Servir as urtigas quentes como os espinafres, com um pouco de pimenta e de noz moscada. Juntar uma colher de creme fresco.
A água da cozedura das urtigas é um excelente sumo natural. Bebe-se quente ou frio.
Sumo de Urtiga fresco
Triturar um saco de urtigas frescas e filtrar o sumo que se bebe fresco. A massa triturada pode servir de emplastro ou de cataplasma a aplicar sobre o couro cabeludo para as pessoas que sofrem de alopécia (redução de cabelos ou pêlos), de psoríase, de caspa, de eczema.
Banho de Urtigas frescas
Deitar 200 g de plantas frescas na água do banho a 50 graus. Deixar arrefecer até que a temperatura seja suportável. Não retirar as plantas da água (elas já não picam mais !
Banhos de pés e de mãos
Deitar 100 g de plantas frescas em 3 litros de água a ferver. A água e as plantas podem ser reutilizadas 3 vezes.
Cataplasmas
Aplicar a massa triturada das urtigas frescas na parte lesada.
Conselhos de utilização
Quanto mais frescas forem as urtigas utilizadas, quanto maior o sucesso terapêutico. As urtigas da Primavera (mês de Maio) têm a reputação de serem as melhores. São também as urtigas aconselhadas a colher para secar para o Inverno.
A cura de Urtigas de Maria Treben (célebre ervanária austríaca)
Maria Treben escreveu: “Habituei-me a fazer uma cura de urtigas de 4 semanas, na Primavera com os jovens rebentos e no Outono depois da renovação, quando os jovens rebentos aparecem por todo o lado.
Bebo uma taça de manhã em jejum, meia hora antes do pequeno-almoço e uma ou duas taças repartidas ao longo do dia, aos goles.
Para aumentar a eficácia, seria bom beber igualmente a tisana antes do pequeno-almoço aos goles. Depois de uma tal cura, sinto-me extremamente bem e fico com a impressão que posso ter uma actividade 3 vezes superior à que habitualmente tenho.
Eu e a minha família não temos necessidade de medicamentos há vários anos, e sinto-me leve e jovem. A tisana não tem mau gosto. Bebe-se sem açúcar. Mas as pessoas mais delicadas podem misturar um pouco de camomila ou de menta para melhorar o gosto”.
Preparações
Infusão: escaldar uma colher de café em ¼ de litro de água, deixar infundir pouco tempo.
Tintura de urtiga: lavar as raízes desterradas na Primavera ou no Outono e limpá-las, cortá-las miúdo e colocá-las numa garrafa até ao gargalo. Cobrir de aguardente de 38 ou 40 graus e deixar repousar durante 14 dias num local quente.
Banhos de pés: fazer macerar em 5 litros de água durante a noite dois grandes punhados de raízes bem lavadas e escovadas assim como de urtigas frescas (hastes e folhas) e levá-las à ebulição no dia seguinte. Fazer um banho de pés tão quente quanto possa aguentar, durante 20 minutos. As urtigas permanecem na água durante o banho de pés. Esta água pode ser reutilizada, depois de reaquecida, duas a três vezes.
Lavagem da cabeça: aquecer lentamente, em lume brando, 4 a 5 vezes o conteúdo de dois bons punhados de urtigas frescas ou secas, num recipiente de 5 litros de água fria. Deixar em infusão durante 5 minutos. Se utilizarmos as raízes, devemos macerar um bom punhado em água fria durante a noite, aquecem-se no dia seguinte até à ebulição e de seguida deixa-se em infusão durante 10 minutos. Lavar a cabeça com sabão de Marselha.
MARIA ANTONIETA MULOT (ervanária francesa)
Virtudes da urtiga
A colheita das folhas faz-se no Verão. As raízes e as sementes também são utilizadas.
Composição
A planta contém uma substância histamínica que favorece a dilatação dos capilares com aumento da permeabilidade local (picada da urtiga), ela contrai os brônquios e o intestino e aumenta as secreções gástricas, salivares e da medula supra-renal, de potássio, de sílica, de tanino, de vitaminas A e C. Os pêlos urticantes da urtiga contêm ácido fórmico que tanto irrita a pele.
A escola de Salerna prescrevia a urtiga e hoje em dia, depois de um século de desprezo, a medicina oficial reconhece de novo os seus benefícios. Ela é considerada como um fortificante geral, como um depurativo regenerador do sangue ou estimulante das funções digestivas.
É também um complemento precioso contra as diabetes e igualmente contra a hidropsia e os reumatismos, dado que facilita a secreção urinária. É também utilizada com sucesso no caso da diarreia, da enterite e das hemorragias. Em caso de hemorragia interna, uterina, de hemorróidas, o dr. Leclerc recomenda o xarope de urtigas – em cima de 250 g de folhas frescas, verter ½ litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 12 horas, filtrar e juntar 500 g de açúcar. Tomar 4 a 5 colheres de sopa por dia, entre as refeições.
Contra a impotência, Galien aconselhava uma colher de café de sementes reduzidas a pó, misturadas com mel ou doce. São um bom remédio para o “xixi na cama” – 15 g de sementes de urtiga piladas e 50 g de farinha de centeio; preparar uma pasta, juntando água quente adocicada; fazer 6 pequenos pães, cozê-los no forno; a criança deve comê-los à noite durante 15 dias seguidos.
O suco de folhas jovens introduzido no nariz pára a hemorragia nasal.
Cabelos
Para tonificar o couro cabeludo, impedir a queda do cabelo, fazer desaparecer a caspa, podemos fazer loções diárias com: 100 g de raízes de urtiga para 1 litro de água – cozer durante 15 minutos. Filtrar. Ou ainda macerar em 1 litro de álcool a 45 graus durante 15 dias, 60 g de raízes de urtiga, 50 g de manjerona, filtrar – loção diária para o couro cabeludo.
Também se pode triturar folhas de urtiga e esfregar o couro cabeludo com o suco obtido, 10 minutos antes de lavar a cabeça.

(*) Maurice Mességué (nascido a 14 de Dezembro de 1921 em Colayrac-Saint-Cirq em Lot-et-Garonne) é um apaixonado por herborização e escritor francês. Contribuiu para a divulgação da utilização das plantas medicinais junto do grande público nos anos 70 através de numerosas obras e de uma linha de produtos com o seu nome.
Afirma ter tratado várias pessoas importantes a nível mundial: Mistinguett, Édouard Herriot, Winston Churchill, Maurice Utrillo, Jean Cocteau et le chancelier allemand Konrad Adenauer. Raymond Poulidor afirmou que lhe deve a sua segunda carreira a partrir de 1971.