domingo, 27 de julho de 2014

Culinária MicroMacrobiótica Escola de Culinária MicroMacrobiótica


Escola de Culinária MicroMacrobiótica
Algas marinhas
Wakame - de sabor suave, as wakame são principalmente utilizadas em sopas ou confeccionadas em conjunto com os vegetais. Deve demolhá-las durante cerca de 20 minutos e o tempo de confecção é de 15 a 20 minutos.
Kombu - excelentes para cozinhar em conjunto com as leguminosas (tornam-nas muito mais macias e digeríveis) ou com os vegetais. Devem também ser demolhadas e demoram mais tempo a cozinhar do que as wakame (no mínimo 30 a 45 minutos).
Nori - muito em moda actualmente, uma vez que é com esta alga que se faz o famoso sushi, a nori prepara-se tostando-a rapidamente na chama do fogão até que esta mude de cor. Pode comê-la directamente (tem um sabor agradável a peixe) ou parti-la aos pedaços e salpicar sobre a sopa, vegetais ou feijões.
Aramé - alga muito fina que se cozinha com vegetais, excelente para os órgãos reprodutores femininos. Deve  ser demolhada cerca de 15 minutos e cozinhada durante cerca de meia hora.
Hiziki - de textura semelhante à aramé, mas mais espessa e com um sabor a mar muito mais forte, a alga hiziki tem uma quantidade enorme de cálcio.
Agar-agar - em flocos ou barra, a agar-agar prepara fantásticas gelatinas. É excelente para obstipação e para ajudar a perder peso. Deve demolhá-la por uns minutos e cozinhar até que a alga se dissolva, deixando depois  solidificar.

Macrobiótica - por Herman Aihara
"Macrobiótica não é uma ciência cuja meta é a acumulação de conhecimentos.
A ciência moderna analiza, e depois formula teorias e leis, puras tentativas de encontrar a verdade absoluta no mundo relativo, e isso tem pouco a ver com a saúde ou a felicidade.
A macrobiótica, por outro lado, é uma arte. Sabendo que não existem regras absolutas, nem que possam ser seguidas para sempre, começamos com princípios que são, o mais possível, adaptáveis ao mundo em constante mudança que habitamos.
Apenas você é o artista que pinta a sua própria vida. A macrobiótica não é rigidez nem tão pouco imitação.
Direcções gerais talvez sejam necessárias para a maioria das pessoas quando começam a seguir uma forma de vida macrobiótica. Mas, ao experimentar, ao observar em si próprio e aprender o princípio YIN/YANG, você ganhará a habilidade de tornar a sua vida tão interessante, excitante e divertida quanto desejar.
Nós humanos somos passageiros num comboio expresso chamado Terra - uma viagem curta e limitada. Vamos aproveitar essaviagem e divertir-nos o máximo possível. A macrobiótica é a arte para consegui-lo.
Na escola ensinam-nos a memorizar. Mas quando enfrentamos a vida do dia-a-dia, aí não há professores.
Temos que aprender através da nossa própria experiência. Temos de ser nossos próprios professores e alunos, conscientemente ou não.
Aquele que diz que não consegue praticar a macrobiótica, não a entende completamente."

CHÁ MU
O Chá Mu é feito a partir de 16 plantas muito usadas na medicina chinesa. Essas ervas são especificamente combinadas de forma a respeitar o equilóbrio entre yin e yang.
Tem uma acção específica ao nível do estômago, e, por ser muito yang, não é o mais indicado para beber a seguir a uma refeição.
Coloque um pacote de chá em 1/4 de água fervente por 10 a 15 minutos.
O mesmo pacote de chá pode ser reutilizado mais duas vezes.

CONSERVA RÁPIDA DE NABO
1 nabo médio
1 colher de chá de sal marinho
Corte o nabo em palitos de 1 a 2 mm de espessura. 
Misture o sal e coloque um peso por cima. 
Deixe descansar por 30 minutos. 
Esprema o nabo e tempere com shoyu e sumo de limão.

A ESCOLHA DO ARROZ INTEGRAL
O melhor arroz integral a usar no dia-a-dia é o cateto, também conhecido como redondo oucarolino

ALIMENTO ESPECÍFICO PARA A CURA DO CANCRO
"ALHO E NIRÁ (Allium scorodoprasum e allium odorum, família das Iiliaceae, e também o lírio é dessa mesma família) são utilizados para o tratamento do cancro.
A força desinfectante do alho e do nirá é muito grande.
O nirá batido colocado num local ferido age como um poderoso desinfectante não deixando surgir infecção.
Pelas diversas experiências com a alicina do alho e do nirá, podemos inclui-los entre os alimentos curativos adequados para o cancro. 
Entre os dois, especialmente o alho não deve ser usado cru. 
Ele deve ser assado, tostado, refogado ou utilizado em forma de conserva." - Prof. Tomio Kikuchi
Nota: o Nirá não é igual ao cebolinho, é mais fino.

SEMENTES DE ABÓBORA
São eficazes no tratamento de vermes e parasitas.
De preferência, devem ser utilizadas sementes de abóbora japonesa, denominada abóbora hokkaido.
Para uso quotidiano, devem ser tostadas, e pode fazê-lo em grande quantidade e guardar em frascos bem fechados.

PORQUE É QUE O ARROZ INTEGRAL SE DEVE CONSUMIR DIARIAMENTE ?
O arroz integral é o melhor alimento para consumo diário. 
É o grão que contêm as mais abundantes vitaminas do complexo B e é o mais fácil de digerir. 
O arroz é indicado para todos os órgãos e funções, em especial, o sistema nervoso e cérebro, indicado contra as alergias, pulmões, rins, bexiga e órgãos sexuais, muito útil para hipertensão e arteriosclerose, sendo um dos melhores alimentos pata tratar problemas intestinas. 
Ajuda a desenvolver maior compreensão de todos os fenómenos físicos e metafísicos. 
O gérmen do arroz integral contém fitina (ácido fítido) que ajuda a expelir as toxinas do corpo. 
Se colocarmos arroz integral e arroz branco num recipiente com água, o arroz integral brota e o arroz branco apodrece. O arroz branco praticamente só contém hidratos de carbono, enquanto que o arroz integral possui todos os ingredientes para germinar a vida. 
O arroz integral tem 12% de proteínas e 60% de água, além da que foi absorvida pela cozedura. A sua preparação na panela de pressão é a mais aconselhável, produz mais energia e calor a quem o consome, além de ser mais doce, no entanto no Verão ou ocasionalmente pode ser feito na panela de ferro, inox ou barro (para crianças e idosos). 
Deve ser utilizado diariamente como alimento principal e, da sua forma de preparação dependerá essencialmente o nosso estado físico, psíquico e sentimental. 
O arroz integral não deve ser lavado em muitas águas, para não retirar as vitaminas e sais minerais. Como prato principal, o arroz deve ser preparado apenas com água e um pouco de sal marinho, de 15 a 20g por kg. Depois de pronto pode-se adicionar uma colher de café de gómasio ou ameixa umeboshi amassada com umas gotas de shoyu ou furikake (condi mento feito com pó de vegetais escaldados e secos à sombra). A adição de condimentos deve ser feita ocasionalmente e com moderação para não alterar o gosto relativamente neutro e adocicado arroz integral. 
As pessoas que têm problemas no fígado devem abster-se de ingerir gomásio pelo conteúdo de óleo proveniente das sementes de sésamo. Quem tem problemas renais também deve abster-se do consumo de gomásio ou usá-lo apenas raramente para evitar os efeitos negativos do sal sobre os rins, principalmente no caso de rins contraídos e tensos e em casos de dores também é aconselhável evitar o uso abusivo dosal.
O arroz cozido em panela de pressão é bom para pessoas débeis e que não estão acostumadas a comer cereais integrais.
Para as pessoas que têm forte constituição seria melhor comer o arroz cozido em panela de inox ou ferro e ocasionalmente caso sintam frio na panela de pressão.
Para as pessoas que comeram muitas proteínas animais no passado é aconselhável cozinhar o arroz com alga kombu em vez de sal marinho, ou adicionar menor quantidade.


MASTIGAR E ENSALIVAR ADEQUADAMENTE 

A saliva é o melhor remédio.
Os alimentos são a fonte da nossa energia vital, a origem do nosso sangue. Trinta biliões de células morrem e renascem por segundo. O que significa que a nossa possibilidade de auto-renovação e auto-cura é inacreditavelmente espantosa. A selecção adequada dos alimentos, bem como da sua preparação dependerá a nossa vitalidade psicossomática.

A mastigação e a ensalivação são as únicas actividades que podem ser reguladas pela nossa vontade própria. A saliva ou líquido divino como é designada em japonês (shin-eki), contém:
 (i) gamaglobuli­nas, que têm um papel fun­damental no con­trolo da leucemia, devido à sua capacidade de coagulação do sangue; 
(ii) o interferão, que con­trola as células cancerosas; 
(iii) a opiorfina, que os cientistas testaram in vivo em testes com ratos de laboratório, e descobriram que 1 grama do analgésico salivar natural (opiorfina) tinha o mesmo efeito que 3 gramas de morfina quando a dor era induzida por uma substância química. Quando a dor era «mecânica» (através do teste dos alfinetes), era necessária uma dose seis vezes maior de morfina do que a de opiorfina para tornar as cobaias insensíveis à dor; 
(iv) parotina, hormona que retarda o envelhecimento; 
(v) enzimas bactericidas, como a lisozima, que destrói as bactérias.

Há algum anos atrás, no laboratório de pes­quisas bioquímicas da Universidade de Tóquio, foram levadas a cabo experiências para determi­nar a acção enzimática da saliva sobre processos cancerígenos. Culturas de bactérias foram submetidas à acção de materiais reconheci­damente cancerígenos tanto de natureza orgânica, quanto inorgânica, ocorrente no meio natural ou não. Assim, sob o efeito dos materiais triptoano, aflatoxina e af-2, ocorreram transformações neo-plasmá­ticas degenerativas imprevisíveis na estru­tura das bactérias em experiência. Porém, ao adicionar-se saliva humana à cul­tura de bactérias uma determinada percenta­gem delas recuperou a normalidade de con­dições em apenas 30 segundos! Em pouco tempo a totalidade da cultura ficou regulari­zada.

De facto, a mastigação completa a ensalivação. A mastigação é a condição de garantia radical contra todas as doença, além de ser um dos principais meios de recupe­ração de afec­ções as mais diversas, inclusive o cancro.

(1)    Melhora a Digestão
A mastigação produz saliva e a saliva (sal+iva) possui sal orgânico que evita a fermentação dos alimentos e a consequente formação de gases, com todas as consequenciais nefastas dai advindo. Quanto mais se mastigar mais facilitada será a digestão, ao mastigar estamos a fazer uma pré-digestão e sentiremos menor necessidade de beber líquidos que também atrasam e desconcentram a digestão. Há alguns anos atrás um americano chamado Flecthercomeçou a difundir a necessidade da mastigação. O número de curas foi tão elevado e difundiu-se de tal forma, que chegou até a haver campeonatos de fietcherização, nome popularizado que foi dado à mastigação. Depois, caiu no esquecimento.
O estadista inglês Gladstone obrigava os filhos a mastigar 36 vezes cada bocado. George Ohsawa costumava dizer que :”Devemos beber o sólido e mastigar o líquido.”

(2)    Produz mais Resistência
Observando os animais, reparamos que os animais carnívoros geralmente devoram as suas presas rapidamente. Esses animais movimentam-se muito rapidamente, mas somente por distâncias curtas.  Esses animais não conseguem fazer nenhuma actividade que exija resistência prolongada. O animal selvagem mais rápido que se conhece é a chita, o qual pode atingir até 110 km por hora em distâncias relativamente pequenas, ao caçar animais vegetarianos, como antílopes, veados ou coelhos.  Mas se não conseguir agarrar a sua presa em pouco tempo, desiste da mesma. Os animais vegetarianos como os cavalos, búfalos, antílopes ou veados conseguem correr durante muito tempo a altas velocidades. Eles possuem força, porém também resistência.  Na qualidade de humanos, queremos quantidade e qualidade de energia.

(3)    Promove Curas mais Rápidas
As pessoas que aprendem a cozinhar adequadamente, que se nutrem bem e que mastigam até os alimentos se tornarem líquidos, além de praticarem exercício físico diário são as que têm as melhores probabilidades de se recuperar mais rapidamente e mais completamente das suas doenças.  Em resumo, essas pessoas aprenderam a ter completa responsabilidade por si mesmo. Repetindo, a quantidade de esforço e consciência que colocamos em qualquer coisa que façamos será reflectida nos resultados obtidos.

(4)    Desenvolve mais Paciência e Auto-Controlo
Necessitamos de disciplina para mastigar adequadamente.  E se tivermos disciplina nas refeições, haverá também disciplina nas nossas vidas.  Também desenvolveremos maior paciência.  Quando estivermos impacientes, sentiremos também impaciência ao mastigar. Uma produz a outra.  Mais mastigação produz mais paciência; mais paciência produz mais mastigação. O prazer momentâneo ao ingerir alimentos nocivos desaparece rapidamente.  

(5)    Reduz o Volume de Comida Desejada
Quanto mais se mastigar menos alimentos necessitaremos, porque conseguiremos extrair mais nutrição dos alimentos e nos saciaremos mais rápido. A mastigação é um dos melhores potencializadores nutricionais que existe.  Ao diminuir a quantidade de alimentos, o estômago diminuirá também ele de tamanho, conseguindo assim produzir sucos digestivos mais concentrados e uma melhor digestão. Quando a nossa saúde melhora, precisaremos de menores quantidades de alimentos, porque absorveremos mais nutrientes com menos alimentos.
Trinta e quatro milhões de americanos têm excesso de peso.  Se é uma dessas pessoas, a mastigação pode ajudá-lo a conseguir chegar a um peso ideal. Ao consumir alimentos saudáveis mastigados adequadamente o corpo se tornará mais firme e mais “enxuto”.  Há indivíduos que não perdem peso, qualquer que seja a dieta que adoptem.  Os resíduos dos alimentos parcialmente digeridos permanecem dentro do corpo.  Depósitos de resíduos espessos criam um bloqueio no fluxo de energia.  Essa energia torna-se então estagnada.
Entretanto, ao mastigar adequadamente de maneira natural poderemos atingir o peso ideal. Até a celulite pode desaparecer.  Primeiro perde-se peso e depois a gordura ao redor dos órgãos internos. A energia e força vital começarão a fluir mais vigorosamente através de todo o organismo.

(6)    Cria maior Discernimento e melhora a Saúde Mental
A palavra que a língua japonesa utiliza para “mastigação” significa “bom entendimento”.  Na Medicina oriental, o cérebro e o intestino delgado (área do “hara”) são conectados energeticamente.  A condição dos intestinos afecta a nossa maneira de pensar.  Se comermos menos e mastigarmos mais, o nosso pensamento tornar-se-á mais claro e o nosso cérebro funcionará melhor, especialmente se respirarmos profundamente enquanto comemos.  A maior parte do oxigénio que entra quando inspiramos vai para o nosso sistema nervoso e para o nosso cérebro. A digestão também precisa de bastante oxigénio, sendo assim, ao respirarmos profundamente não roubaremos oxigénio da digestão para o cérebro. A combinação de menos comida e mais oxigénio cria um fluxo maior de energia. Mais importante ainda, essa combinação de menos comida e mais oxigénio ajuda a transformar os alimentos em glicose, a qual fornece mais energia para o organismo.

(7)    Potencializa a Nutrição e Absorção
O amido contido nos hidratos de carbono só é adequadamente digerido pela acção da ptialina salivar que se encontra na saliva. O que significa que a digestão dos amidos faz-se principalmente na boca. Quem se alimenta de cereais integrais e não mastiga não absorve satisfatoriamente.

(8)    Economiza
Quando se mastiga bem fica-se satisfeito com menos alimentos, e, portanto, gasta-se menos no supermercado.  Além disso, a saúde melhorará, reduzindo as despesas com médicos e remédios.  Os americanos gastam mais de 200 bilhões de dólares por ano com cuidados médicos.  Saiba que existe uma conexão entre os hábitos de alimentação e a saúde.
 9)    Reduz a Apetência por Doces
As  pessoas que mastigam muito pouco constantemente sentem o desejo de doces a todas as refeições.  Aqueles que mastigam e ensalivam satisfatoriamente os hidratos de carbono complexos notam o sabor doce inerente a esses alimentos e conseguem diminuir a sua necessidade de doces e sobremesas.  É importante para as pessoas que sofrem de hipoglicemia ou diabetes e desordens relacionadas com o pâncreas e baço (os quais controlam o açúcar do sangue) mastigar bastante - 150 vezes ou mais.  Esses órgãos processam os açúcares.  Quanto mais mastigarmos, mais doces os alimentos nos parecerão.  O sabor adocicado dos alimentos, e reivindicar refeições sem tensões ou stress, colaborarão para diminuir a necessidade de apetência por doces.
10) Melhora o Sabor dos Alimentos
Qualquer alimento e em particular os hidratos de carbono, tornam-se mais doces quanto mais se mastiga.  As pessoas que adoptaram o hábito de mastigar, passaram a dar mais valor a refeições mais simples, satisfazendo-se com menos, ao mesmo tempo que absorvem melhor. Mastigar 50 a 100 vezes torna a comida deliciosa.  A mastigação revela o verdadeiro sabor dos alimentos, habilitando-nos a distinguir os alimentos bons e maus; os alimentos bons tornam-se mais saborosos à medida que mais mastigamos.

11) Elimina a Flatulência
Muita gente sofre de gases intestinais.  Há dois tipos de flatulência. Um tipo é inodoro e ocorre devido a uma mastigação inadequada e ao excesso de alimentos. Se mastigarmos os alimentos calmamente e em silêncio, de preferência com os olhos fechados, comeremos menos e reduzirá a flatulência.  A flatulência mal cheirosa acontece em pessoas que têm má digestão devido a uma dieta errada, combinação imprópria de alimentos, alimentos mal cozidos e mastigação inadequada.
12) Elimina o Stress e as Tensões
Muita gente carrega consigo muita tensão e stress. Quanto mais calmamente as refeições forem feitas, maior será a energia que entra no corpo. Quando a mastigação é praticada como uma forma de meditação, a refeição transforma-se em algo semelhante à oração, porém não do tipo religioso; passa a ser uma experiência vigorosa, com efeitos calmantes e curativos, que poderá desfrutar duas a três vezes por dia.

13) Elimina o Mau Hálito
Os odores do mau hálito provêm de diversos factores. A maioria das pessoas que tem mau hálito crónico come demais ou muito frequentemente.  Antes de acabar a digestão de uma refeição já começam outra.  Tomam lanches e “beliscam” entre as refeições.  Três refeições são suficientes se se comer correctamente.  Muitos satisfazem-se com apenas duas refeições por dia.  Lembre-se de que temos a opção de purificar ou putrefazer o nosso sistema digestivo.  Um sistema digestivo saudável geralmente traduz-se num corpo e mente saudáveis. Há um ditado que diz: bom hálito significa boa disposição.

14) Activa as Glândulas
Uma boa mastigação afectará o sistema endócrino glandular.  A mastigação activa todas as glândulas, desde a pituitária até a tiróide, o pâncreas, o baço e as gónadas.  Os órgãos sexuais tornam-se mais equilibrados.  A glândula que sofre a maior mudança é o timo, o qual produz as células-T necessárias para o bom funcionamento do sistema imunitário. De acordo com as pesquisas do American Medical Dictionary, a hormona parotina, o qual é excretada durante a mastigação, aumenta a produção das células-T.  A mastigação é essencial para pessoas com SIDA ou com qualquer outra doença degenerativa.

(15) Alcaliniza o Organismo
Um corpo saudável é mais alcalino que ácido. A mastigação cria uma condição mais alcalina no corpo porque a saliva é alcalina e, ao misturar-se com os alimentos, alcaliniza os alimentos que ingerimos.  Até os hidratos de carbono podem criar uma condição ácida se não forem bem mastigados.  O pH da saliva é de 6,8 a 7,2. O pH normal do sangue varia dentro da pequena faixa de 7,35 a 7,45. Em comparação com a água, portanto, o sangue normal tem o pH levemente alcalino. Quando o pH do sangue está abaixo de 7,35 existe acidose; se o pH do sangue é superior a 7,45, existe alcalose. Quando a acidose é severa e o pH alcança valores abaixo de 6,85, em geral as funções celulares alteram-se de tal forma que sobrevém a morte celular; o distúrbio é irreversível. Do mesmo modo, nas alcaloses severas e persistentes, os valores de pH superiores a 7,95 são incompatíveis com a normalidade da função celular. O distúrbio é irreversível e, em geral, ocorre a morte celular.

(16) Auxilia na Cura de Úlceras
A mastigação aumenta a quantidade e a qualidade de saliva, a qual é um curativo para qualquer tecido, interno ou externo.  Frequentemente recomenda-se a pessoas com desordens estomacais ou digestivas que retenham uma ameixa umeboshi na boca para estimular a produção de saliva.  A saliva é um remédio natural e, quando ingerida, neutraliza o excesso de acidez no estômago e auxilia no alívio de úlceras.

(17) Cria Dentes e Gengivas mais Fortes
A mastigação estimula o fluxo do sangue e dá energia para os dentes e gengivas, uma vez que os usamos mais. Reduz a ansiedade por alimentos não saudáveis. Se mastigarmos bem alimentos saudáveis, aos poucos descobriremos que a ansiedade por alimentos não saudáveis diminuirá.  Quando começamos a mastigar realmente bem, o desejo por alimentos animais, incluindo peixe, fruta, sobremesas, diminui na proporção que aumenta a mastigação.

(18) Desenvolve a Criatividade
Ao mastigar mais comemos menos e comer menos estimula um fluxo mais vigoroso de energia através do organismo. Uma alimentação em excesso provoca estagnação do corpo, da mente e dos canais criativos. A inspiração tem as suas raízes na palavra “respiração”.  O oxigénio consegue fluir com maior facilidade num corpo livre de estagnação e gordura excessiva. A criatividade em todos os níveis aumenta quando estamos sincronizados com a Natureza, através de um estilo consciente de vida.

(19) Promove o Rejuvenescimento
A mastigação tem efeitos rejuvenescedores.  Os indivíduos da comunidade Hunza dos Himalaias são conhecidos pela sua longevidade e prática da mastigação.  O Dr. Tomozaburo Ogata, professor da Escola de Medicina da Universidade de Tóquio, conduziu uma extensa pesquisa a respeito do rejuvenescimento.  Essa pesquisa é mencionada no livro Natural Immunity, de Noboru Muramoto. Noboru Muramoto diz que o Dr. Ogata descobriu que a mastigação revitaliza o corpo porque activa as glândulas parótidas, localizadas em cada lado das mandíbulas, abaixo dos ouvidos.  Quanto mais mastigarmos, mais activas as glândulas se tornam, produzindo a hormona parotina.  Se se mastigar poucas vezes, a hormona é engolida e destruída no estômago.  Mastigando bem faz com que a hormona parotina seja absorvido pelo sistema linfático.  A hormona renova as células, afectando o sistema endócrino glandular e rejuvenescendo o corpo inteiro. O Dr. Ogata extraiu a hormona parotina da saliva da vaca e injectou-a em alguns pacientes; em poucos meses esses pacientes tinham uma aparência de dez anos mais jovens.  Mas, com o tempo, os efeitos rejuvenescedores diminuíram porque a hormona era apropriada para vacas e não para seres humanos. Cada um de nós pode mastigar bem e produzir as suas próprias hormonas rejuvenescedoras.

(20) Cria maior Vitalidade e Vigor Sexual
É natural e lógico que qualquer coisa que aumente a nossa energia e melhore a nossa saúde também melhorará os nossos órgãos sexuais e a nossa vida sexual. Impotência, infertilidade, falta de orgasmo são primariamente resultados da energia bloqueada e nutrição inadequada.

(21) Melhora as Condições de todos os Órgãos
Uma das razões pelas quais a mastigação é importante é porque fará com que coma menos.  Como consequência terá um fígado mais saudável.  Este é o primeiro passo para a longevidade e uma saúde melhor.  Não existe saúde sem um bom fígado e não existe um bom fígado sem uma boa mastigação.

(22) Aumenta a Eficiência na Vida
”Parece que quanto mais mastigo mais tempo tenho! Completo as minhas tarefas com maior rapidez e eficiência.  O relógio passou a ser meu aliado” - Jane Quincanno.

“Salivação é salvação”- Tomio Kikuchi.






sábado, 5 de julho de 2014

A saliva é o melhor remédio MASTIGAR E ENSALIVAR ADEQUADAMENTE




Os alimentos são a fonte da nossa energia vital, a origem do nosso sangue. Trinta biliões de células morrem e renascem por segundo. O que significa que a nossa possibilidade de auto-renovação e auto-cura é inacreditavelmente espantosa. A selecção adequada dos alimentos, bem como da sua preparação dependerá a nossa vitalidade psicossomática.

A mastigação e a ensalivação são as únicas actividades que podem ser reguladas pela nossa vontade própria. A saliva ou líquido divino como é designada em japonês (shin-eki), contém:
 (i) gamaglobuli­nas, que têm um papel fun­damental no con­trolo da leucemia, devido à sua capacidade de coagulação do sangue; 
(ii) o interferão, que con­trola as células cancerosas; 
(iii) a opiorfina, que os cientistas testaram in vivo em testes com ratos de laboratório, e descobriram que 1 grama do analgésico salivar natural (opiorfina) tinha o mesmo efeito que 3 gramas de morfina quando a dor era induzida por uma substância química. Quando a dor era «mecânica» (através do teste dos alfinetes), era necessária uma dose seis vezes maior de morfina do que a de opiorfina para tornar as cobaias insensíveis à dor; 
(iv) parotina, hormona que retarda o envelhecimento; 
(v) enzimas bactericidas, como a lisozima, que destrói as bactérias.

Há algum anos atrás, no laboratório de pes­quisas bioquímicas da Universidade de Tóquio, foram levadas a cabo experiências para determi­nar a acção enzimática da saliva sobre processos cancerígenos. Culturas de bactérias foram submetidas à acção de materiais reconheci­damente cancerígenos tanto de natureza orgânica, quanto inorgânica, ocorrente no meio natural ou não. Assim, sob o efeito dos materiais triptoano, aflatoxina e af-2, ocorreram transformações neo-plasmá­ticas degenerativas imprevisíveis na estru­tura das bactérias em experiência. Porém, ao adicionar-se saliva humana à cul­tura de bactérias uma determinada percenta­gem delas recuperou a normalidade de con­dições em apenas 30 segundos! Em pouco tempo a totalidade da cultura ficou regulari­zada.

De facto, a mastigação completa a ensalivação. A mastigação é a condição de garantia radical contra todas as doença, além de ser um dos principais meios de recupe­ração de afec­ções as mais diversas, inclusive o cancro.



(1)    Melhora a Digestão
A mastigação produz saliva e a saliva (sal+iva) possui sal orgânico que evita a fermentação dos alimentos e a consequente formação de gases, com todas as consequenciais nefastas dai advindo. Quanto mais se mastigar mais facilitada será a digestão, ao mastigar estamos a fazer uma pré-digestão e sentiremos menor necessidade de beber líquidos que também atrasam e desconcentram a digestão. Há alguns anos atrás um americano chamado Flecthercomeçou a difundir a necessidade da mastigação. O número de curas foi tão elevado e difundiu-se de tal forma, que chegou até a haver campeonatos de fietcherização, nome popularizado que foi dado à mastigação. Depois, caiu no esquecimento.
O estadista inglês Gladstone obrigava os filhos a mastigar 36 vezes cada bocado. George Ohsawa costumava dizer que :”Devemos beber o sólido e mastigar o líquido.”

(2)    Produz mais Resistência
Observando os animais, reparamos que os animais carnívoros geralmente devoram as suas presas rapidamente. Esses animais movimentam-se muito rapidamente, mas somente por distâncias curtas.  Esses animais não conseguem fazer nenhuma actividade que exija resistência prolongada. O animal selvagem mais rápido que se conhece é a chita, o qual pode atingir até 110 km por hora em distâncias relativamente pequenas, ao caçar animais vegetarianos, como antílopes, veados ou coelhos.  Mas se não conseguir agarrar a sua presa em pouco tempo, desiste da mesma. Os animais vegetarianos como os cavalos, búfalos, antílopes ou veados conseguem correr durante muito tempo a altas velocidades. Eles possuem força, porém também resistência.  Na qualidade de humanos, queremos quantidade e qualidade de energia.

(3)    Promove Curas mais Rápidas
As pessoas que aprendem a cozinhar adequadamente, que se nutrem bem e que mastigam até os alimentos se tornarem líquidos, além de praticarem exercício físico diário são as que têm as melhores probabilidades de se recuperar mais rapidamente e mais completamente das suas doenças.  Em resumo, essas pessoas aprenderam a ter completa responsabilidade por si mesmo. Repetindo, a quantidade de esforço e consciência que colocamos em qualquer coisa que façamos será reflectida nos resultados obtidos.

(4)    Desenvolve mais Paciência e Auto-Controlo
Necessitamos de disciplina para mastigar adequadamente.  E se tivermos disciplina nas refeições, haverá também disciplina nas nossas vidas.  Também desenvolveremos maior paciência.  Quando estivermos impacientes, sentiremos também impaciência ao mastigar. Uma produz a outra.  Mais mastigação produz mais paciência; mais paciência produz mais mastigação. O prazer momentâneo ao ingerir alimentos nocivos desaparece rapidamente.  

(5)    Reduz o Volume de Comida Desejada
Quanto mais se mastigar menos alimentos necessitaremos, porque conseguiremos extrair mais nutrição dos alimentos e nos saciaremos mais rápido. A mastigação é um dos melhores potencializadores nutricionais que existe.  Ao diminuir a quantidade de alimentos, o estômago diminuirá também ele de tamanho, conseguindo assim produzir sucos digestivos mais concentrados e uma melhor digestão. Quando a nossa saúde melhora, precisaremos de menores quantidades de alimentos, porque absorveremos mais nutrientes com menos alimentos.
Trinta e quatro milhões de americanos têm excesso de peso.  Se é uma dessas pessoas, a mastigação pode ajudá-lo a conseguir chegar a um peso ideal. Ao consumir alimentos saudáveis mastigados adequadamente o corpo se tornará mais firme e mais “enxuto”.  Há indivíduos que não perdem peso, qualquer que seja a dieta que adoptem.  Os resíduos dos alimentos parcialmente digeridos permanecem dentro do corpo.  Depósitos de resíduos espessos criam um bloqueio no fluxo de energia.  Essa energia torna-se então estagnada.
Entretanto, ao mastigar adequadamente de maneira natural poderemos atingir o peso ideal. Até a celulite pode desaparecer.  Primeiro perde-se peso e depois a gordura ao redor dos órgãos internos. A energia e força vital começarão a fluir mais vigorosamente através de todo o organismo.

(6)    Cria maior Discernimento e melhora a Saúde Mental
A palavra que a língua japonesa utiliza para “mastigação” significa “bom entendimento”.  Na Medicina oriental, o cérebro e o intestino delgado (área do “hara”) são conectados energeticamente.  A condição dos intestinos afecta a nossa maneira de pensar.  Se comermos menos e mastigarmos mais, o nosso pensamento tornar-se-á mais claro e o nosso cérebro funcionará melhor, especialmente se respirarmos profundamente enquanto comemos.  A maior parte do oxigénio que entra quando inspiramos vai para o nosso sistema nervoso e para o nosso cérebro. A digestão também precisa de bastante oxigénio, sendo assim, ao respirarmos profundamente não roubaremos oxigénio da digestão para o cérebro. A combinação de menos comida e mais oxigénio cria um fluxo maior de energia. Mais importante ainda, essa combinação de menos comida e mais oxigénio ajuda a transformar os alimentos em glicose, a qual fornece mais energia para o organismo.

(7)    Potencializa a Nutrição e Absorção
O amido contido nos hidratos de carbono só é adequadamente digerido pela acção da ptialina salivar que se encontra na saliva. O que significa que a digestão dos amidos faz-se principalmente na boca. Quem se alimenta de cereais integrais e não mastiga não absorve satisfatoriamente.

(8)    Economiza
Quando se mastiga bem fica-se satisfeito com menos alimentos, e, portanto, gasta-se menos no supermercado.  Além disso, a saúde melhorará, reduzindo as despesas com médicos e remédios.  Os americanos gastam mais de 200 bilhões de dólares por ano com cuidados médicos.  Saiba que existe uma conexão entre os hábitos de alimentação e a saúde.

9)    Reduz a Apetência por Doces
As  pessoas que mastigam muito pouco constantemente sentem o desejo de doces a todas as refeições.  Aqueles que mastigam e ensalivam satisfatoriamente os hidratos de carbono complexos notam o sabor doce inerente a esses alimentos e conseguem diminuir a sua necessidade de doces e sobremesas.  É importante para as pessoas que sofrem de hipoglicemia ou diabetes e desordens relacionadas com o pâncreas e baço (os quais controlam o açúcar do sangue) mastigar bastante - 150 vezes ou mais.  Esses órgãos processam os açúcares.  Quanto mais mastigarmos, mais doces os alimentos nos parecerão.  O sabor adocicado dos alimentos, e reivindicar refeições sem tensões ou stress, colaborarão para diminuir a necessidade de apetência por doces.

10) Melhora o Sabor dos Alimentos
Qualquer alimento e em particular os hidratos de carbono, tornam-se mais doces quanto mais se mastiga.  As pessoas que adoptaram o hábito de mastigar, passaram a dar mais valor a refeições mais simples, satisfazendo-se com menos, ao mesmo tempo que absorvem melhor. Mastigar 50 a 100 vezes torna a comida deliciosa.  A mastigação revela o verdadeiro sabor dos alimentos, habilitando-nos a distinguir os alimentos bons e maus; os alimentos bons tornam-se mais saborosos à medida que mais mastigamos.

11) Elimina a Flatulência
Muita gente sofre de gases intestinais.  Há dois tipos de flatulência. Um tipo é inodoro e ocorre devido a uma mastigação inadequada e ao excesso de alimentos. Se mastigarmos os alimentos calmamente e em silêncio, de preferência com os olhos fechados, comeremos menos e reduzirá a flatulência.  A flatulência mal cheirosa acontece em pessoas que têm má digestão devido a uma dieta errada, combinação imprópria de alimentos, alimentos mal cozidos e mastigação inadequada.

12) Elimina o Stress e as Tensões
Muita gente carrega consigo muita tensão e stress. Quanto mais calmamente as refeições forem feitas, maior será a energia que entra no corpo. Quando a mastigação é praticada como uma forma de meditação, a refeição transforma-se em algo semelhante à oração, porém não do tipo religioso; passa a ser uma experiência vigorosa, com efeitos calmantes e curativos, que poderá desfrutar duas a três vezes por dia.

13) Elimina o Mau Hálito
Os odores do mau hálito provêm de diversos factores. A maioria das pessoas que tem mau hálito crónico come demais ou muito frequentemente.  Antes de acabar a digestão de uma refeição já começam outra.  Tomam lanches e “beliscam” entre as refeições.  Três refeições são suficientes se se comer correctamente.  Muitos satisfazem-se com apenas duas refeições por dia.  Lembre-se de que temos a opção de purificar ou putrefazer o nosso sistema digestivo.  Um sistema digestivo saudável geralmente traduz-se num corpo e mente saudáveis. Há um ditado que diz: bom hálito significa boa disposição.

14) Activa as Glândulas
Uma boa mastigação afectará o sistema endócrino glandular.  A mastigação activa todas as glândulas, desde a pituitária até a tiróide, o pâncreas, o baço e as gónadas.  Os órgãos sexuais tornam-se mais equilibrados.  A glândula que sofre a maior mudança é o timo, o qual produz as células-T necessárias para o bom funcionamento do sistema imunitário. De acordo com as pesquisas do American Medical Dictionary, a hormona parotina, o qual é excretada durante a mastigação, aumenta a produção das células-T.  A mastigação é essencial para pessoas com SIDA ou com qualquer outra doença degenerativa.

 (15) Alcaliniza o Organismo
Um corpo saudável é mais alcalino que ácido. A mastigação cria uma condição mais alcalina no corpo porque a saliva é alcalina e, ao misturar-se com os alimentos, alcaliniza os alimentos que ingerimos.  Até os hidratos de carbono podem criar uma condição ácida se não forem bem mastigados.  O pH da saliva é de 6,8 a 7,2. O pH normal do sangue varia dentro da pequena faixa de 7,35 a 7,45. Em comparação com a água, portanto, o sangue normal tem o pH levemente alcalino. Quando o pH do sangue está abaixo de 7,35 existe acidose; se o pH do sangue é superior a 7,45, existe alcalose. Quando a acidose é severa e o pH alcança valores abaixo de 6,85, em geral as funções celulares alteram-se de tal forma que sobrevém a morte celular; o distúrbio é irreversível. Do mesmo modo, nas alcaloses severas e persistentes, os valores de pH superiores a 7,95 são incompatíveis com a normalidade da função celular. O distúrbio é irreversível e, em geral, ocorre a morte celular.

    (16) Auxilia na Cura de Úlceras
A mastigação aumenta a quantidade e a qualidade de saliva, a qual é um curativo para qualquer tecido, interno ou externo.  Frequentemente recomenda-se a pessoas com desordens estomacais ou digestivas que retenham uma ameixa umeboshi na boca para estimular a produção de saliva.  A saliva é um remédio natural e, quando ingerida, neutraliza o excesso de acidez no estômago e auxilia no alívio de úlceras.

 (17) Cria Dentes e Gengivas mais Fortes
A mastigação estimula o fluxo do sangue e dá energia para os dentes e gengivas, uma vez que os usamos mais. Reduz a ansiedade por alimentos não saudáveis. Se mastigarmos bem alimentos saudáveis, aos poucos descobriremos que a ansiedade por alimentos não saudáveis diminuirá.  Quando começamos a mastigar realmente bem, o desejo por alimentos animais, incluindo peixe, fruta, sobremesas, diminui na proporção que aumenta a mastigação.

 (18) Desenvolve a Criatividade
Ao mastigar mais comemos menos e comer menos estimula um fluxo mais vigoroso de energia através do organismo. Uma alimentação em excesso provoca estagnação do corpo, da mente e dos canais criativos. A inspiração tem as suas raízes na palavra “respiração”.  O oxigénio consegue fluir com maior facilidade num corpo livre de estagnação e gordura excessiva. A criatividade em todos os níveis aumenta quando estamos sincronizados com a Natureza, através de um estilo consciente de vida.

 (19) Promove o Rejuvenescimento
A mastigação tem efeitos rejuvenescedores.  Os indivíduos da comunidade Hunza dos Himalaias são conhecidos pela sua longevidade e prática da mastigação.  O Dr. Tomozaburo Ogata, professor da Escola de Medicina da Universidade de Tóquio, conduziu uma extensa pesquisa a respeito do rejuvenescimento.  Essa pesquisa é mencionada no livro Natural Immunity, de Noboru Muramoto. Noboru Muramoto diz que o Dr. Ogata descobriu que a mastigação revitaliza o corpo porque activa as glândulas parótidas, localizadas em cada lado das mandíbulas, abaixo dos ouvidos.  Quanto mais mastigarmos, mais activas as glândulas se tornam, produzindo a hormona parotina.  Se se mastigar poucas vezes, a hormona é engolida e destruída no estômago.  Mastigando bem faz com que a hormona parotina seja absorvido pelo sistema linfático.  A hormona renova as células, afectando o sistema endócrino glandular e rejuvenescendo o corpo inteiro. O Dr. Ogata extraiu a hormona parotina da saliva da vaca e injectou-a em alguns pacientes; em poucos meses esses pacientes tinham uma aparência de dez anos mais jovens.  Mas, com o tempo, os efeitos rejuvenescedores diminuíram porque a hormona era apropriada para vacas e não para seres humanos. Cada um de nós pode mastigar bem e produzir as suas próprias hormonas rejuvenescedoras.

 (20) Cria maior Vitalidade e Vigor Sexual
É natural e lógico que qualquer coisa que aumente a nossa energia e melhore a nossa saúde também melhorará os nossos órgãos sexuais e a nossa vida sexual. Impotência, infertilidade, falta de orgasmo são primariamente resultados da energia bloqueada e nutrição inadequada.

 (21) Melhora as Condições de todos os Órgãos
Uma das razões pelas quais a mastigação é importante é porque fará com que coma menos.  Como consequência terá um fígado mais saudável.  Este é o primeiro passo para a longevidade e uma saúde melhor.  Não existe saúde sem um bom fígado e não existe um bom fígado sem uma boa mastigação.

 (22) Aumenta a Eficiência na Vida
”Parece que quanto mais mastigo mais tempo tenho! Completo as minhas tarefas com maior rapidez e eficiência.  O relógio passou a ser meu aliado” - Jane Quincanno.

 Sara Rato 









domingo, 4 de maio de 2014

Sua Majestade a URTIGA


















PLANTAS DE SAÚDE
Sua Majestade a URTIGA
por: Marc Schweizer
(Tradução livre)
“… não há ervas más nem homens maus … há apenas maus cultivadores”  (Victor Hugo “Os Miseráveis)

Um tesouro injustamente desprezado

Planta vulgar dos nossos campos e jardins, a urtiga é uma das plantas medicinais mais ricas e mais eficazes dos nossos climas temperados, mas a maioria dos nossos contemporâneos ignora-o.
Conhecida dos Gauleses e dos Romanos, ela figura na maior parte das farmacopeias ancestrais. As suas virtudes medicinais e as suas qualidades alimentares foram fortemente apreciadas pelos nossos antepassados.
No sec. XII, quando o rei de Inglaterra Guilherme Roux pediu aos médicos da Universidade de Salerne para prescreverem um regime higiénico de vida para o seu filho, eles redigiram a famosa obra intitulada A Escola de Salerna, na qual, a urtiga, o alho, o tomilho e outros “simples”, figuravam em lugar de destaque.
Paracelso, o célebre médico da Renascença reservou à urtiga um lugar de destaque nas suas preparações enquanto que Albert Durer (1471-1528) a pintou num célebre quadro, na mão de um anjo voando em direcção ao trono de Deus.
Depois de mais de um século de desprezo, a medicina oficial reabilitou-a tendo hoje reconhecido as suas qualidades de fortificante, reguladora do sangue e estimuladora das funções digestivas.

Uma planta dominante
A urtiga vulgar reproduz-se facilmente e prospera em todos os terrenos. Pode atingir um metro de altura. As suas folhas são oponentes e, como a sua haste, eriçadas de pêlos urticantes.
Considerada pelos lavradores e jardineiros modernos como uma erva daninha, a urtiga é cegada, arrancada, pisada, mal tratada, queimada, combatida com pesticidas, envenenada sem dó nem piedade.
Esta grande senhora não merece pois este tratamento por parte dos humanos – com efeito, ela constitui, não apenas um alimento de destaque, rica em enzimas, oligoelementos e preciosas vitaminas, mas também ela é um dos mais eficazes remédios contra muitas doenças, muitas delas graves.
 A urtiga prolifera em locais deixados ao abandono. Como é uma planta dominante e tenaz, ela reaparece inesperadamente com frequência nos mais bem tratados jardins.

Má reputação
A urtiga vulgar deve a sua má reputação aos pêlos urticantes que guarnecem a parte de baixo das suas folhas e da sua haste, segregando um líquido acre, contendo ácido fórmico e enzimas análogas às de certos venenos de serpente. O seu contacto provoca uma coceira dolorosa e prolongada. Mas é esse líquido irritante que representa um dos elementos essenciais da planta.




Colheita
Para colher as urtigas com as mãos, sem dor, é mais aconchegante fazê-lo com luvas. Mas um herborizador hábil, segurará firmemente a haste entre os dedos polegar e índex, sem deixar o resto da mão contactar com a planta.
A planta inteira consome-se em todas as estações, mas as propriedades activas da urtiga são mais activas na Primavera, ao nascer do Sol, ou, quando desabrocha depois de ter sido colhida. Diz-se que as suas raízes são mais ricas no início da Primavera ou no fim do Outono.
Se a urtiga selvagem, anfitriã frequente mas não desejada dos nossos jardins e dos nossos campos se tornou um pesadelo do jardineiro e do cultivador, nem sempre foi assim. E os nossos antepassados reconheciam nela uma das plantas mais úteis à saúde dos humanos e dos animais.

Animais
Seca, a urtiga constitui uma excelente forragem e muitos cultivadores ecobiológicos deixam-na proliferar nas suas hortas.
Outrora, os nossos antepassados cortavam as urtigas importunas e davam-nas a comer às aves de capoeira, aos patos, aos porcos que os protegiam de parasitas e de doenças.
Os tratadores de gado que conheciam as suas propriedades, misturavam as urtigas na aveia, o que tornava os cavalos mais fogosos e dava-lhes um pêlo mais brilhante. Misturadas na ração das galinhas, elas activam naturalmente a postura dos ovos (Mulot).

Horticultura
“O meu vizinho utiliza igualmente as urtigas para eliminar os insectos prejudiciais e as pragas da sua horta. Coloca grandes quantidades de urtigas num recipiente contendo 300 litros de água – podemos evidentemente utilizar pequenas quantidades de urtigas – onde as deixa macerar durante um longo período de tempo. Com este líquido à base de urtigas, ele rega a seguir as outras plantas, impedindo assim os insectos prejudiciais de intervir, sem utilizar produtos químicos. Os vermes já não entram nas cenouras” (Maria Treben).

Cozinha
As urtigas foram degustadas desde os tempos mais remotos, quer como legumes (a mesma preparação que para os espinafres) quer em sopas. Trituradas tornam-se numa sopa deliciosa e refinada (juntar uma ou duas batatas), cozer 10 minutos, mexer, juntar leite ou creme fresco antes de servir. A “sopa de urtigas” das nossas avós era um verdadeiro regalo. Secas ou cozidas, as urtigas deixam de ser irritantes. Pelo contrário, diz-nos Mésségué (*), elas tornam-se macias como veludo sobre a língua …
Em certas regiões de França, comem-se os jovens rebentos da urtiga branca (elas não picam) quer em caldo quer em vinagrete ou mesmo cruas como no sec. XVIII.
As urtigas são com efeito plantas muito nutritivas, ricas em ferro (indispensável à reconstituição dos glóbulos vermelhos, e para a boa oxigenação dos tecidos), magnésio, etc. A urtiga tem vantagem sobre os espinafres por não ser muito ácida, e por isso favorável aos reumáticos, aos gotosos e aos artríticos. Além do mais, contém secretina, excelente estimulante hormonal das glândulas digestivas do estômago, do intestino, do fígado, do pâncreas e da vesícula biliar.

Afrodisíaca
As virtudes afrodisíacas da urtiga são conhecidas desde a antiguidade. O poeta latino Pétrone preconizava, para desbloquear a virilidade deficiente dos homens, chicotear com um buquê de urtigas “abaixo do umbigo, sobre a região dos rins e nalgas”. Mésségué corrobora esta qualidade estimulante da planta, contando-nos a cura de um dos seus velhos amigos gascões que, “incorrigível mulherengo, para se dar de alma e coração à tarefa, rolava periodicamente num campo de urtigas …”.

Virtudes medicinais
A urtiga tem efeitos terapêuticos da raiz à haste, das folhas às flores. A sabedoria popular dos nossos antepassados, preconizava a urticação, isto é, a flagelação com urtigas, como revulsiva. Prescrevia-se contra as febres (tifóide), os reumatismos, as crises de apoplexia e a ausência das regras nas mulheres.
Enquanto planta medicinal, a urtiga é verdadeiramente prodigiosa. Diurética – ela é eficaz contra os reumatismos, a gota, os cálculos urinários, a incontinência urinária – e igualmente contra a retenção de urina. Ela é anti-diarreica: utiliza-se nomeadamente contra a cólera.
Ela pára o sangramento do nariz, expectoração de sangue, as hemorragias de toda a espécie, assim como os corrimentos desagradáveis das rinites e das vias respiratórias.
Ela é reconstituinte, faz voltar o leite às mamãs que têm falta dele, regulariza as regras ou faz reaparecê-las se forem interrompidas anormalmente; ela é depurativa e combate a acne e as borbulhas da febre; ela é vermífuga e revulsiva.
Em medicina popular, a tisana de urtiga é aconselhada contra os problemas do fígado e do baço, cãimbras e úlceras do estômago e intestinos ou doenças pulmonares.
Em uso externo, ela dá os melhores resultados contra os reumatismos – dos homens e dos animais. “É com a urtiga, a couve e a caledónia que eu curo os meus velhos cães”, reconhece Mésségué. Em gargarejos, ela faz bem às infecções da boca, às aftas, às gengivites e às anginas.
Em loções e em compressas, é um erva de beleza: limpa a pele, faz desaparecer a acne e o eczema, e combate a queda do cabelo.

Colheita
Mésségué recomenda: “Não cortem todas as urtigas que crescem na vossa horta; sobretudo não apliquem herbicidas o que é iminentemente perigoso para todas as outras plantas … pela vossa saúde. Longe de serem “ervas daninhas”, as urtigas ajudam pelo contrário o crescimento das espécies frágeis, nomeadamente as espécies medicinais que plantamos ao seu lado; uma leira de urtigas fornecer-nos-á sopas, deliciosos pratos, medicamentos contra numerosos problemas, e … reforçará o conteúdo dos princípios activos das outras ervas aromáticas ou medicinais. Recolha as folhas, as extremidades de floração das hastes e as raízes, em todas as estações do ano, segundo as suas necessidades; utilizai-as apenas frescas”.

Loção especial
Contra os reumatismos: pique três punhados de folhas de urtigas, dois de folhas e flores de quelidónia e duas belas folhas de couve; faça-as macerar durante 48nhoras em dois litros de água da chuva; filtre – para aplicações locais. Suco fresco de urtiga: tome um grande copo por dia ou utilize-o para aplicações externas, em compressas, loções, etc.
Decocção de raízes (ferver 10 a 15 minutos, coar) – diurético, depurativo e reconstituinte: deitar um punhado de raízes frescas e cuidadosamente limpas num litro de água – 3 taças por dia.

A urtiga branca ou lâmio branco (Lamium álbum)
Família das Labiácias. O seu suco é prescrito contra as metrorragias (hemorragia de origem uterina que surge fora das regras normais), a leucorreia (perdas brancas) e geralmente contra todos os problemas do baixo-ventre e da menstruação. A tisana e a infusão de flores da urtiga-branca têm uma acção depurativa e combatem as insónias nervosas. Em banho de assento (plantas inteiras) é geralmente um remédio eficaz contra as diferentes doenças femininas.
São eficazes (tisanas) contra os eczemas e doenças dos rins (cálculos renais e urinários).
Urtigas Medicinais:
Urtica Dioica ou Urtica Major – urtiga comum ou grande urtiga
Urtica Urens ou Urtica Menor – pequena urtiga, urtiga que queima ou urtiga que pica.
Lamium Album – Urtiga branca

Virtudes da Urtiga – propriedades da urtiga vulgar
Antidiarreica, depurativa, diurética, emenagoga (estimula o fluxo sanguíneo na área da pélvis e útero, fomentando a menstruação), hemostática, revulsiva, vasodilatadora, vermífuga, virulicida. É aconselhada contra a gota, os cálculos urinários, a retenção de urina.
No quarto mundo, utiliza-se com sucesso contra as diarreias da cólera.
Ela pára os sangramentos do nariz, expectoração sanguinolenta, as hemorragias de toda a espécie.
Soberana contra as rinites, perturbações das vias respiratórias.
É reconstituinte, faz voltar o leite às mulheres que têm falta dele, regulariza ou faz reaparecer as regras nos casos em que desaparecem anormalmente.
Depurativa (uma cura de urtigas na Primavera é a melhor coisa), ele é vermífuga e revulsiva.
A tisana de urtiga permite fazer baixar a taxa de glicemia, ajuda os doentes que sofrem de diabetes.
As suas propriedades virulicidas e antibacterianas são soberanas nas doenças infecciosas.
Em caso de hidropisia (acumulação anormal de fluidos), as propriedades diuréticas da urtigaajudam eficazmente. As sua substâncias hemostáticas (detém hemorragias) são de grande ajuda em caso de palidez, anemia e outras graves doenças do sangue.
Em associação com outras plantas medicinais, utiliza-se igualmente com sucesso a urtiga contra a leucemia.
Ela supre a carência do organismo em ferro.
Diz-se que a urtiga é soberana contra a anemia, as dores de cabeça, as alergias (nomeadamente a febre dos fenos), a ciática, o lumbago, as nevrites.
Para travar a queda do cabelo: decocção de folhas, hastes e raízes de urtigas, tintura de urtiga.
Hipoglicémiantes (folhas): diabetes
Diuréticas (folhas): gota, cura da diurese
Afrodisíacas (sementes): estimulante sexual
Antinurésicas: “xixi na cama”

Receitas
Seja qual for a sua proveniência, as cãibras indicam problemas de circulação sanguínea.
Em caso de ciática, de lumbago e de nevrites nos braços e nas pernas, esfrega-se ligeiramente as partes dolorosas com urtiga fresca. Por exemplo, em caso de ciática, massaja-se muito lentamente com a planta fresca, começando pelo tornozelo, pelo lado externo da perna, até à anca e daí sobre o lado externo da perna até ao calcanhar. Repete-se duas vezes o processo e para concluir, esfrega-se a anca, descendo para a bacia. Procede-se da mesma maneira para as outras regiões doentes. Cobrir de seguida com pó as zonas friccionadas.
Sopa de Urtiga
Cozer 100 gramas de cabeças de urtigas frescas lavadas, num litro de água com sal marinho natural com 3 batatas médias, durante 10 minutos. Passar na varinha mágica até que o líquido esteja perfeitamente homogéneo, sem traços de fibra. No momento de servir, juntar um pouco de leite ou creme fresco.
Sopa de Urtiga macrobiótica: cozer num litro de água, durante 15 minutos, um punhado de urtigas frescas e lavadas, juntamente com 3 colheres de sopa de flocos de aveia e com umas gotas de molho de soja (shoyu ou tamari).
Legumes – para 4 pessoas
Escaldar (4 a 5 minutos) 400 g de folhas jovens lavadas, em 2 litros de água com sal marinho. Escorrer e guardar a água da cozedura. Servir as urtigas quentes como os espinafres, com um pouco de pimenta e de noz moscada. Juntar uma colher de creme fresco.
A água da cozedura das urtigas é um excelente sumo natural. Bebe-se quente ou frio.
Sumo de Urtiga fresco
Triturar um saco de urtigas frescas e filtrar o sumo que se bebe fresco. A massa triturada pode servir de emplastro ou de cataplasma a aplicar sobre o couro cabeludo para as pessoas que sofrem de alopécia (redução de cabelos ou pêlos), de psoríase, de caspa, de eczema.
Banho de Urtigas frescas
Deitar 200 g de plantas frescas na água do banho a 50 graus. Deixar arrefecer até que a temperatura seja suportável. Não retirar as plantas da água (elas já não picam mais !
Banhos de pés e de mãos
Deitar 100 g de plantas frescas em 3 litros de água a ferver. A água e as plantas podem ser reutilizadas 3 vezes.
Cataplasmas
Aplicar a massa triturada das urtigas frescas na parte lesada.
Conselhos de utilização
Quanto mais frescas forem as urtigas utilizadas, quanto maior o sucesso terapêutico. As urtigas da Primavera (mês de Maio) têm a reputação de serem as melhores. São também as urtigas aconselhadas a colher para secar para o Inverno.
A cura de Urtigas de Maria Treben (célebre ervanária austríaca)
Maria Treben escreveu: “Habituei-me a fazer uma cura de urtigas de 4 semanas, na Primavera com os jovens rebentos e no Outono depois da renovação, quando os jovens rebentos aparecem por todo o lado.
Bebo uma taça de manhã em jejum, meia hora antes do pequeno-almoço e uma ou duas taças repartidas ao longo do dia, aos goles.
Para aumentar a eficácia, seria bom beber igualmente a tisana antes do pequeno-almoço aos goles. Depois de uma tal cura, sinto-me extremamente bem e fico com a impressão que posso ter uma actividade 3 vezes superior à que habitualmente tenho.
Eu e a minha família não temos necessidade de medicamentos há vários anos, e sinto-me leve e jovem. A tisana não tem mau gosto. Bebe-se sem açúcar. Mas as pessoas mais delicadas podem misturar um pouco de camomila ou de menta para melhorar o gosto”.
Preparações
Infusão: escaldar uma colher de café em ¼ de litro de água, deixar infundir pouco tempo.
Tintura de urtiga: lavar as raízes desterradas na Primavera ou no Outono e limpá-las, cortá-las miúdo e colocá-las numa garrafa até ao gargalo. Cobrir de aguardente de 38 ou 40 graus e deixar repousar durante 14 dias num local quente.
Banhos de pés: fazer macerar em 5 litros de água durante a noite dois grandes punhados de raízes bem lavadas e escovadas assim como de urtigas frescas (hastes e folhas) e levá-las à ebulição no dia seguinte. Fazer um banho de pés tão quente quanto possa aguentar, durante 20 minutos. As urtigas permanecem na água durante o banho de pés. Esta água pode ser reutilizada, depois de reaquecida, duas a três vezes.
Lavagem da cabeça: aquecer lentamente, em lume brando, 4 a 5 vezes o conteúdo de dois bons punhados de urtigas frescas ou secas, num recipiente de 5 litros de água fria. Deixar em infusão durante 5 minutos. Se utilizarmos as raízes, devemos macerar um bom punhado em água fria durante a noite, aquecem-se no dia seguinte até à ebulição e de seguida deixa-se em infusão durante 10 minutos. Lavar a cabeça com sabão de Marselha.
MARIA ANTONIETA MULOT (ervanária francesa)
Virtudes da urtiga
A colheita das folhas faz-se no Verão. As raízes e as sementes também são utilizadas.
Composição
A planta contém uma substância histamínica que favorece a dilatação dos capilares com aumento da permeabilidade local (picada da urtiga), ela contrai os brônquios e o intestino e aumenta as secreções gástricas, salivares e da medula supra-renal, de potássio, de sílica, de tanino, de vitaminas A e C. Os pêlos urticantes da urtiga contêm ácido fórmico que tanto irrita a pele.
A escola de Salerna prescrevia a urtiga e hoje em dia, depois de um século de desprezo, a medicina oficial reconhece de novo os seus benefícios. Ela é considerada como um fortificante geral, como um depurativo regenerador do sangue ou estimulante das funções digestivas.
É também um complemento precioso contra as diabetes e igualmente contra a hidropsia e os reumatismos, dado que facilita a secreção urinária. É também utilizada com sucesso no caso da diarreia, da enterite e das hemorragias. Em caso de hemorragia interna, uterina, de hemorróidas, o dr. Leclerc recomenda o xarope de urtigas – em cima de 250 g de folhas frescas, verter ½ litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 12 horas, filtrar e juntar 500 g de açúcar. Tomar 4 a 5 colheres de sopa por dia, entre as refeições.
Contra a impotência, Galien aconselhava uma colher de café de sementes reduzidas a pó, misturadas com mel ou doce. São um bom remédio para o “xixi na cama” – 15 g de sementes de urtiga piladas e 50 g de farinha de centeio; preparar uma pasta, juntando água quente adocicada; fazer 6 pequenos pães, cozê-los no forno; a criança deve comê-los à noite durante 15 dias seguidos.
O suco de folhas jovens introduzido no nariz pára a hemorragia nasal.
Cabelos
Para tonificar o couro cabeludo, impedir a queda do cabelo, fazer desaparecer a caspa, podemos fazer loções diárias com: 100 g de raízes de urtiga para 1 litro de água – cozer durante 15 minutos. Filtrar. Ou ainda macerar em 1 litro de álcool a 45 graus durante 15 dias, 60 g de raízes de urtiga, 50 g de manjerona, filtrar – loção diária para o couro cabeludo.
Também se pode triturar folhas de urtiga e esfregar o couro cabeludo com o suco obtido, 10 minutos antes de lavar a cabeça.

(*) Maurice Mességué (nascido a 14 de Dezembro de 1921 em Colayrac-Saint-Cirq em Lot-et-Garonne) é um apaixonado por herborização e escritor francês. Contribuiu para a divulgação da utilização das plantas medicinais junto do grande público nos anos 70 através de numerosas obras e de uma linha de produtos com o seu nome.
Afirma ter tratado várias pessoas importantes a nível mundial: Mistinguett, Édouard Herriot, Winston Churchill, Maurice Utrillo, Jean Cocteau et le chancelier allemand Konrad Adenauer. Raymond Poulidor afirmou que lhe deve a sua segunda carreira a partrir de 1971.