COZINHAR NO VAPOR
(Jérémy Anso)
9 RAZÕES PARA PRATICAR E ADORAR
COZINHAR NO VAPOR
O
fogo, e os primeiros cozinhados
Cozinhar os nossos alimentos é possível desde a noite dos tempos, mais
precisamente depois da domesticação do fogo pelo Homo Erectus, cerca de 450.000 anos antes de Cristo.
Cozinhar os alimentos permitiu, entre outras coisas, tornar as
proteínas animais mais assimiláveis e aumentar mecanicamente e gradualmente o
volume da caixa craniana.
O fogo está hoje na origem do
incrível desenvolvimento da nossa caixa craniana e por expansão, do volume do
nosso cérebro e, por conseguinte, das nossas capacidades cognitivas.
As maneiras de
cozinhar de hoje – existem dezenas de maneiras de cozinhar hoje em dia:
Escalfar – Escaldar – no Forno – na Frigideira – no Micro-ondas – no
Vapor – no Churrasco – Estufar – Etc.
Todas estas maneiras de cozinha têm pelo menos um ponto comum: uma
temperatura específica, mais ou menos alta, que permite o cozimento dos
alimentos.
Hoje em dia, admite-se que os cozimentos com temperaturas mais altas –
grelhados, no forno tradicional, na frigideira – geram mais AGE, amidos heterocíclicos tóxicos e cancerígenos para
o nosso organismo.
Os churrascos são uma das mais
perigosas maneiras de cozinhar, porque atingem temperaturas da ordem dos 800 a
1.000 graus, e desnaturam completamente as propriedades nutricionais dos
alimentos.
O
problema está pois colocado …
Como cozinhar eficazmente os nossos alimentos,
preservando ao máximo
as qualidades nutricionais e gustativas ?
COZINHAR NO VAPOR
As propriedades do cozimento no vapor fazem dele o modo ideal de
cozinhar do nosso quotidiano. Esta maneira de cozinhar possui as condições de
temperatura ideais, não gera compostos tóxicos e evita ao máximo a perda dos
nutrientes essenciais.
Eis aqui as razões científicas,
técnicas, e comportamentais do virtuoso cozimento a vapor.
A
qualidade dos alimentos
1. Limita a perda
dos nutrientes na água do cozimento
Escaldar certos alimentos torna-os mais saudáveis e deliciosos no
plano gustativo.
Porém, este tipo de cozimento (escaldar) leva a uma grande perda de
nutrientes dos alimentos solúveis na água do cozimento.
Cozinhar no vapor evita esta perda
de nutrientes, e permite concentrar ao máximo os nutrientes essenciais para a
boa saúde do nosso organismo.
2. Limita a
degradação dos nutrientes (vitaminas, enzimas, etc.)
Uma das propriedades fundamentais do cozimento a vapor é a sua
temperatura controlada, inferior ou igual a 100 graus, que impede grandemente a
degradação das enzimas, e dos oligo-elementos presentes nos alimentos.
As temperaturas muito elevadas dos cozimentos – superiores a 100° e
mesmo a 200° – deformam a estrutura tridimensional das enzimas, o que as torna
inactivas e, por conseguinte, inúteis para o organismo.
Há degradação das enzimas: nos
cozimentos no forno tradicional a altas temperaturas, no forno micro-ondas (sob
certas condições de utilização), na frigideira, e, claro, no churrasco.
3. Nenhuma
neoformação de compostos tóxicos
O cozimento a vapor é reconhecido cientificamente pelas suas virtudes
saudáveis, dado que evita a formação de compostos cancerígenos, que se acumulam
no nosso organismo, podendo ser perigosos para a saúde.
Estes compostos são as aminas
heterocíclicas (AGE) resultantes do cozimento
entre uma proteína e um glúcido em temperaturas muito altas.
Podem formar-se no forno
tradicional, na frigideira, e preferencialmente no churrasco onde as
temperaturas são mais extremas, e, de facto, as mais perigosas.
A
qualidade do regime alimentar
4. Permite
cozinhar refeições “completas”
A vantagem incontestável das panelas de cozer a vapor é a
possibilidade de cozer várias gamas de alimentos a fim de prepararmos uma
refeição muito equilibrada.
Na prática, as panelas de cozer a vapor são (bastantes vezes)
compostas de vários andares, o que permite acumular uma grande quantidade de
alimentos de origem diferente.
Um exemplo muito concreto:
Alimentos a colocar no 1º andar da panela :
·
Legumes – cenouras, couve chinesa, beringelas,
feijões, nabos, brócolos, etc.
·
Féculas – batatas, inhames, mandioca, …
O 2º andar (podemos trocá-lo com o 1º) pode receber o arroz
(branco ou integral) em saquinhos previstos para o efeito ou não. O cozimento
do arroz a vapor é um pouco menos prático, dado que deve cozinhar mais tempo
para crescer correctamente.
É possível pré cozê-lo (método pilaf)
numa frigideira em lume brando durante 10 minutos e a seguir cozê-lo no vapor.
O 3º andar é geralmente destinado às proteínas animais: frango,
caranguejo, camarão, peixe, ovos, etc.
Todos os alimentos podem ser cobertos com ervas aromáticas,
especiarias, até mesmo com alguns molhos – porém, os molhos perdem-se em muita
quantidade no sumo acumulado no fundo da panela.
Depois do cozimento a vapor
podemos, por exemplo, levar, se necessário, os alimentos ao forno para alourar
ligeiramente.
5. Impede a
utilização de preparações pouco recomendáveis
A panela do coze a vapor não nos permite cozinhar ou aquecer a
caçarola (cheia de aditivos, espessantes e conservantes), sem termos alguns
problemas durante a operação.
Os pratos preparados nos supermercados serão igualmente mal adaptados
a este tipo de equipamento.
Resumindo, ajuda a melhorar o
nosso regime alimentar pela retirada de pratos pouco recomendados, com
composição de pior qualidade e potencialmente perigosos para a nossa saúde.
6. Reutilização da
água de cozimento
Uma vez pronta a refeição, todo ou quase todo o vapor de água fica
depositado no fundo da panela. Esta água é em geral colorida, e muito perfumada,
conforme os condimentos, as ervas e os alimentos utilizados.
Em vez de deitar para a pia esta
água do cozimento a vapor, podemos reutilizá-la como base para preparar: uma
sopa relâmpago (juntando-lhe todos os alimentos necessários) ou um molho
“caseiro” (juntar à base os ingredientes que queremos para fazer um molho
oleoso).
A
qualidade de vida.
7. Necessita de
pouca atenção
O cozimento a vapor é um dos métodos menos cronometrados conhecidos –
rouba-nos muito pouco tempo.
À parte o tempo gasto na preparação dos legumes, do peixe, e do arroz,
temos apenas que juntar água na panela e acender o lume. Não é preciso fazer
mais nada.
Uma vez o cozimento terminado – dado pelo sinal do relógio
temporizador – o prato será mantido quente muito naturalmente até que estejamos
prontos para o servir e comer.
Em nenhum momento temos necessidade de vigiar os alimentos que estão a
cozer, e os alimentos cozem uniformemente.
Apenas um reparo: se colocarmos
pedaços grandes de alimentos congelados, ao fim de 5 minutos de cozimento
devemos ter o cuidado de os separar para que cozam perfeitamente em todos os
lados.
8. Funciona com
uma grande gama de produtos
Podemos cozer quase tudo no vapor. Tudo depende dos nossos gostos e
dos limites que fixarmos.
Note-se que as carnes vermelhas
não são de todo excelentes cozidas no vapor. As batatas fritas ainda menos
(neste caso, o ideal é cozê-las no forno em lume brando e sem óleo), e quanto
às massas é melhor nem pensar.
9. Evita o
sobre-cozimento
Este é um grande problema quando
cozinhamos na frigideira ou no forno – temos que vigiar quase constantemente o
cozimento dos alimentos. Para fiquem bem cozinhados dos dois lados, temos que
virá-los, picá-los ou baixar ou aumentar a temperatura.
Conclusão
Não há nenhuma razão para não experimentar este método de cozimento,
ultra eficaz, saudável e económico !
Hoje em dia já há vários utensílios de cozinha adaptados para
cozinharmos especificamente no vapor.
Os alimentos que necessitam de um
cozimento mais forte (arroz, etc.) devem ser colocados de preferência no 1º
andar da panela.
Exelente....posso cozinhar num escorré dor de macarrão bem fechado
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